Vereadores fazem sessão tensa e mais um pedido de afastamento do prefeito é rejeitado

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Denúncia pedia investigação do contrato emergencial do lixo, mas pedido foi rejeitado por 9 votos a 3, com a ausência da vereadora Érica Franquini (PDT)

O vereador Professor Moreira (PT) antes de falar sobre a denúncia disse que os moradores do Saint Moritz estão com problemas para fazer a regularização fundiária
O vereador Professor Moreira (PT) antes de falar sobre a denúncia disse que os moradores do Saint Moritz estão com problemas para
fazer a regularização fundiária

Uma confusão que até suspendeu a sessão da Câmara Municipal de Taboão da Serra marcou a noite de terça-feira, 19. Após a leitura realizada de mais um pedido de afastamento do prefeito Fernando Fernandes (PSDB), rejeitado por 9 votos contrários e três favoráveis, com a ausência da vereador Érica Franquini (PDT), que foi lido pela primeira secretária, Joice Silva (PTB), protocolada pelo Antonio Gomes de Andrade, presidente do PC do B, sobre irregularidades na contratação emergencial de coleta de lixo, o clima ficou tenso e foi transformado em cenário de confronto, após a fala do vereador Luiz Lune, do PC do B.

Lune iniciou seu discurso falando que não vê obras com investimento do prefeito e depois entrou no assunto das denúncias. “Denúncias sérias, algumas encampadas pelo Ministério Público. Ando pela cidade e só vejo reclamações. Uma carga de denúncias da saúde. Participei da Audiência de Transportes e o secretário esnobou esse vereador. Cadê a licitação? O prefeito não está nem aí, esconde a sujeira embaixo do tapete. Todas as denúncias são verdadeiras. Vereador não precisa puxar o saco do prefeito, temos que nos fazer respeitar, essa casa tem que brilhar”, discursou ainda criticando a alça do Shopping.

Depois do discurso, a sessão foi suspensa para conter os ânimos de debates tensos entre a plateia e o vereador Luiz Lune.

O vereador Professor Moreira (PT) antes de falar sobre a denúncia disse que os moradores do Saint Moritz estão com problemas para fazer a regularização fundiária. “Os moradores foram ao cartório e foram orientados para procurar o senhor Basile para ter o termo de compra e venda do imóvel, não posso deixar que a prefeitura faça propaganda enganosa”, alertou e ainda falou sobre a instalação de radares na cidade.

Sobre a denúncia, Moreira relembrou que o prefeito já respondeu processo por contrato com a empresa Equipav. “Já houve uma denúncia no passado e a Equipav foi processada e condenada. O preço do lixo aumentou ninguém viu melhora. Cabe a nós vereadores debruçar sobre o tema, não estamos condenando ninguém”, justificou.

O líder do governo, vereador Eduardo Nóbrega (PR), para tentar acalmar os ânimos do público, iniciou a fala dizendo que prevaleça o debate no campo das ideias. Sobre a denúncia, disse que não era nova e que já tinha acórdão do Tribunal de Contas. “Essa denúncia não é nova. Já foi levada ao Tribunal de Contas que emitiu acórdão pela regularidade, esse tema está respaldado pelo relatório do
TC. A administração utilizou-se de mais tempo do contrato emergencial, porém, a ação foi justificada pela situação encontrada pelo prefeito na época”, disse.

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