Vereadores de Taboão rejeitam mais uma denúncia contra a SPDM

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Desta vez, o pedido de afastamento do prefeito pedia explicações sobre a possível autorização do prefeito Fernando Fernandes para a SPDM fazer aplicações de verba pública no mercado financeiro

 “Enquanto não se abrir uma CPI para se apurar a saúde, o povo está morrendo e está pedindo ajuda para nós”, disse Moreira na sessão de terça-feira, 16.
“Enquanto não se abrir uma CPI para se apurar a saúde, o povo está morrendo e está pedindo ajuda para nós”, disse Moreira na sessão de terça-feira, 16.

Os vereadores da Câmara Municipal de Taboão da Serra rejeitaram, na noite e terça-feira, 16, por oito votos contra três, com a ausência da vereadora Joice Silva (PTB) e Carlinhos do Leme (PP), mais um pedido de afastamento do prefeito que denuncia a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento de Medicina) de aplicar verba pública municipal no mercado financeiro.

A denúncia protocolada pelo munícipe Antonio Gomes de Andrade, o Toninho, presidente do PCdoB diz que o prefeito Fernando Fernandes (PSDB) pode ter autorizado a SDPM fazer aplicação no mercado financeiro. Para Toninho é do conhecimento de todos e da população que a saúde de Taboão está agonizando, muitas mortes com suspeitas de negligência médica ocorreram e nenhuma resposta é fornecida. “Enquanto nossa saúde agoniza o prefeito autoriza utilização de recursos públicos, mais de R$ 300 milhões, no mercado financeiro, não podemos aceitar”, disse o denunciante ao jornal Hoje.

O líder do governo, vereador Eduardo Nóbrega (PR) mais uma vez rechaçou a denúncia. Disse que respeita a oposição e a pessoa do denunciante, mas alertou que está acontecendo uma exploração política. “O que nós devemos fazer, já cansamos de fazer apelo, já cansamos de dizer para deixar a eleição para o ano que vem. Essas denúncias tem nome e sobre nome, mas não é esse caminho que está sendo tratado. Respeito o denunciante. Sei que suas intenções são as melhores. Sei que em cima das suas denúncias está existindo uma exploração política”, disse Nóbrega apresentando um documento de aprovação do contrato da SPDM pelo Tribunal de Contas, mas que contém ressalvas.

O vereador Moreira (PT) iniciou o discurso contrariando a base aliada do governo sobre o repasse para a UPA. Segundo ele, o governo federal não está devendo nada ao município, mas a unidade hospitalar ainda não está habitada “Houve mais uma morte inexplicável. Uma funcionária do Shopping, caiu e bateu a cabeça, não fizeram exames a mandaram a casa. Estamos falando do atendimento que é feito. São vidas que estão perecendo. Vidas que estão sendo ceifadas e de negligência médica. Até hoje depois de oito meses não deram respostas. 12 mortes inexplicáveis. Isso por si só já é objeto de CPI. No Diário oficial, do dia 5 de junho, edição 612, a SPDM renovou a qualificação por mais 12 meses. Será que são os compromissos ocultos que está mantendo essa empresa? Enquanto não se abrir uma CPI para se apurar a saúde, o povo está morrendo e está pedindo ajuda para nós”, disse.
No encaminhamento da votação as discussões continuaram. Eduardo Nóbrega disse que a base não compactua com erros na execução do serviço e que a secretária responderá sobre a morte citada pelo vereador Moreira. “A base do governo não vota com o intuito de encobertar alguma coisa. O dia que se deparar numa denúncia com a necessidade de investigação faremos”.

O presidente da Câmara, José Aparecido Alves, Cido da Yá-Farma (DEM) disse que o Conselho Regional de Medicina pode ser acionado por familiares ou por qualquer outro cidadão e que o único habilitado para investigar se houve ou não erro é outro médico. “Quero dizer que essa casa não comunga com nenhum tipo de erro, nem médico, nem de enfermeiro”, disse.

O vereador Luiz Lune (PCdoB) disse que os vereadores da base querem defender o indenfensável. “ Todos sabem que a saúde é o calcanhar de Aquiles. Quando não tem Raio X é prevaricação. Tantas mortes e procedimentos errados. A SPDM não é um agente político. Não temos intenção de fazer politicagem, temos responsabilidade”, argumentou. Moreira usou novamente a tribuna para dizer que há quase um ano, estão falando dos problemas da saúde e até agora não chegou nenhum relatório. “Isso é bom ou é ruim para o povo de Taboão da Serra? Vereador Cido não sou médico, sou contador, entendo sobre a lei de responsabilidade fiscal, e sei que esse [contrato] fugiu a regra, o povo me elegeu para fiscalizar todos os atos da cidade”, justificou.

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