Vereadores de Taboão aprovam requerimento para esclarecer mortes na maternidade

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Em uma semana ocorreram duas mortes de gestantes e um bebê na Maternidade Antena. Familiares denunciam negligência médica

A sessão da Câmara Municipal realizada na noite de terça-feira (02), teve como destaque a aprovação do requerimento solicitando ao prefeito Fernando Fernandes esclarecimentos sobre as duas mortes ocorridas, em uma semana, no Pronto Socorro e Maternidade Antena. No requerimento, os vereadores solicitam o prontuário médico completo, relatório de pré parto e parto e parecer técnico da maternidade. O prazo de resposta é de 15 dias.
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O primeiro caso, já debatido na semana passada é da jovem Angélica de 25 anos teve sua vida interrompida após uma cirurgia. Segundo informações da secretaria de Saúde, Angélica teve uma parada cardíaca, foi reanimada e transferida para a UTI do HGP. Angélica faleceu no início da noite do mesmo dia. Ainda não se sabe o motivo da complicação no parto. O bebê passa bem e teve alta do hospital nesta terça-feira (02).
O outro caso aconteceu na segunda-feira (01), Adriana Andrade de 37 anos e seu bebê morreram durante o parto. De acordo com os relatos dos familiares e discurso do vereador Moreira (PT) na tribuna, o bebê de Adriana era grande e mesmo assim foi realizado parto normal. “Quando os médicos perceberam que não tinha como fazer o parto normal, quebraram a clavícula do bebê para concluir o procedimento, mas não deu certo e eles tentaram voltam com a criança para dentro do útero, o que deve ter ocasionado a morte da mãe e filha”, disse Moreira.
O presidente da casa, Eduardo Nóbrega (PR) lamentou os acontecimentos e afirmou que as informações serão esclarecidas. “A população tem depositado esperança nos vereadores, queremos levar a transparência ao estremo para que a população tenha a informação correta e o posicionamento do poder público, seja ele positivo ou negativo. Na próxima semana já teremos informações preliminares”, garantiu.
André Egídio, líder do PSDB na Câmara, também acredita que as informações serão recebidas. “Eu acho que o governo não vai se furtar de dar informações corretas e se tiver algum culpado tem que ser punido, seja médico, ou quem for”, disse.
O vereador Moreira (PT) disse não estar satisfeito só com o requerimento e acha que a Câmara deveria abrir uma CEI.” O caso é muito grave para ser tratado com um simples requerimento. Não conseguimos absorver a ideia que nos dias de hoje ainda morrem mães vítimas de parto na nossa cidade. Fizeram toda uma maquiagem no hospital, toda uma maquiagem na maternidade, falaram que teriam inúmeros leitos e num simples partos, as mães morrem. No caso da menina Angélica, tudo leva a crer que houve uma laqueadura, e se houve a laqueadura o requerimento não vai trazer as explicações, porque é um crime fazer a laqueadura no parto”, disparou.
Já o vereador Luiz Lune (PCdoB), acredita que se as informações não forem satisfatórias, a Câmara deve abrir uma CI. Por se tratar de uma matéria de alta relevância e comoção quero afirmar que estou muito esperançoso nas respostas que terão que vir das pessoas responsáveis pela administração da saúde de nossa cidade. Mas se as respostas vierem maquiadas ou não explicadas com certeza a Câmara terá que tomar providências para que haja uma apuração seria mesmo que para isso seja aberta uma CI.
Não perca a cobertura completa do caso na edição impressa do Jornal Hoje em Notícias.

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