Vereador Porta e secretário de governo Cândido relatam experiência traumática de sequestro

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O parlamentar afirmou que o maior problema que a população vive hoje é a segurança pública

Durante coletiva, vereador Marco Porta e secretário de governo Cândido relataram os detalhes da ação dos sequestradores
Durante coletiva, vereador Marco Porta e secretário de governo Cândido relataram os detalhes da ação dos sequestradores

O vereador Marco Porta (PRB) e o secretário de governo Cândido Ribeiro receberam na tarde de sexta-feira, 19, a imprensa local para relatar a experiência traumática que sofreram durante o sequestro ocorrido na noite de terça-feira, 16, madrugada e manhã de quarta-feira, 17, cerca de 12 horas. O caso foi repercutido em diversas emissoras de televisão e quatro suspeitos de participar do crime já foram presos pela Polícia, mas o caso continua sendo investigado e ainda há criminosos foragidos. Esta não foi a primeira vez que o político foi vítima de violência, quando era deputado, Porta teve sua casa invadida e sua família feita refém.

Porta detalhou toda a ação dos criminosos durante a coletiva e por diversas vezes, interrompeu sua fala e chorou ao relembrar os momentos mais tensos. O vereador fez questão de exaltar o trabalho realizado pela equipe técnica da polícia, mas afirmou que apesar de todo mundo criticar a saúde, o maior problema que a população de Taboão da Serra vive hoje é a segurança pública. “Não serei hipócrita, como sou político conseguimos graças a Deus sair com vida dessa situação, mas o cidadão comum nem sempre tem essa sorte”, ressaltou.

Apesar de não sofrer nenhuma violência física, as torturas psicológicas contadas pelo vereador e o secretário foram intensas. Logo no início da coletiva Porta afirmou que não havia condições de estar concedendo entrevistas aos jornalistas e que eles temeram muito serem executados.

A ação dos criminosos
Marco Porta relatou que por volta das 23h45 mais ou menos, quando saiu da sessão da Câmara de Taboão da Serra, na terça-feira, 16, pegou carona com o secretário de Governo Cândido Ribeiro até sua casa, no Jardim Monte Alegre. “Não ficamos nem dois minutos na porta da minha casa, e um carro parou do lado e já saiu dois indivíduos e mandou nós irmos para o banco de trás. E já disparam em direção, ao que nos falaram depois, que seria a região do João XXIII. Quando eles nos revistaram e viram a minha funcional de vereador, eu creio que eles inicialmente iriam fazer um sequestro relâmpago, mas vislumbraram outras coisas e ligaram para outras pessoas usando o termo pegamos um peixe grande”, contou.

O vereador contou que ele e o secretário foram levados para um lugar de mata fechada e quando chegaram lá já havia um staff para coordenar o sequestro. Ali iniciou-se o que a tortura. Eles exigiram o valor de 100 a 150 mil e que não envolvesse a polícia. Deixaram Porta ligar para uma pessoa do município que intermediou a negociação. Essa pessoa, a qual o vereador preservou o nome, acionou a polícia e também avisou as famílias das vítimas.

Durante os detalhamentos, Porta se emocionou por várias vezes e interrompeu as declarações. Mas elegeu como pior momento, quando tinha certeza que morreria, quando os criminosos disseram que a negociação tinha dado errado. O vereador disse que um jovem de aspecto muito ruim, definiu, e com aparência de ter entre 14 e 15 anos apontou a arma para eles, mas depois olhou e falou que iria libertá-los e mandou eles caminharem sem olhar para trás.
Isso ocorreu por volta das 12h de quarta-feira, 17, o vereador e o secretário caminharam cerca de 600 metros e chegaram ao Parque Laguna onde avistaram pessoas conhecidas e pediram socorro e já foram para a Delegacia. “Vários vereadores estavam lá para nos dar apoio”, revelou.
Segundo as vítimas, não houve pagamento de resgate. Porta e Cândido que são evangélicos proferiram várias palavras mencionando a proteção e salvação divina e agradeceram todas as pessoas que ajudaram e todos que oraram por eles.

Alteração no horário da Sessão
O vereador Marco Porta afirmou que já existia um projeto na Casa de Leis sobre a alteração do horário da sessão. A sugestão é mudar para as terças-feiras, às 10 horas da manhã. Ele disse que não acredita que a participação popular vai diminuir, acha que será ao contrário, como ocorreu em outras cidades.

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