Temer tenta usar jornal

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Mais uma vez a imprensa é usada de forma provocativa às vontades políticas. O presidente Michel Temer disse no segundo pronunciamento à nação, na tarde desse sábado que irá entrar no Supremo Tribunal Federal – STF com a suspensão do Inquérito contra ele. O presidente usou a imprensa:

“Li hoje no jornal ‘Folha de S.Paulo’ notícia de que perícia constatou que houve edição no áudio de minha conversa com o sr. Joesley Batista. Essa gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos. Incluída no inquérito sem a devida e adequada averiguação, levou muitas pessoas ao engano induzido e trouxe grave crise ao Brasil. Por isso, no dia de hoje, estamos entrando com petição no Supremo Tribunal Federal para suspender o inquérito proposto até que seja verificada em definitivo a autenticidade da gravação”, declarou o presidente.

Ele não falou da perícia do Planalto.

Nenhum cidadão, cônscio das obrigações da cidadania, pode deixar de reconhecer que o presidente perdeu as condições morais, éticas, políticas e administrativas para continuar governando o Brasil. O que ele fez não se avalia uma gravação, seja ela adulterada ou não.

A Folha usou um perito do Tribunal de Justiça de São Paulo para analisar de forma relâmpago a gravação (normalmente eles demoram meses para dar um laudo); mas não é o suficiente. O simples fato do presidente receber um acusado de corrupção em sua casa já queima. Não é uma prova judicial nesse caso, e sim, a moral que os brasileiros precisam.

Há os que pensam que o fim deste governo provocará, mais uma vez, o atraso da tão esperada estabilidade, do tão almejado crescimento econômico, da tão sonhada paz social. Mas é justamente o contrário. O Brasil necessita desesperadamente de um governo transparente. Só um governo com condições morais e éticas pode levá-lo adiante. Quanto mais rapidamente esse novo governo estiver instalado, de acordo com o que determina a Constituição, tanto melhor.

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