Taboão avança para uma epidemia de Dengue

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Relatos de vítimas da Dengue crescem dia a dia em Taboão; Secretaria de Saúde se recusa a passar dados da doença

Os relatos de quem contraíram ou conhecem alguém que foi diagnosticado com Dengue são imensos e crescem dia após dia, assim como o medo de contrair a doença. Enquanto a quantidade de vítimas só aumenta, a Secretaria de Saúde de Taboão da Serra prefere recusar informar os dados de casos confirmados e em análise, apesar deles serem de interesse de todos por se tratarem de Saúde Pública.

Sem os números reais da doença, coletando relatos, nomes de ruas, bairros e quantidades de pessoas com a dengue, além de enquete rápida no Facebook, o jornal Hoje em Notícias apurou mais de 110 casos confirmados.
Destes 110 casos, 19 bairros foram citados: Jardim Trianon, Record, Iolanda, Suiná, Mafalda, São Salvador, Pazzine, Pirajuçara, Salete, Freitas Júnior, Recanto dos Pássaros, Parque Pinheiros, Jardim Bom Tempo, Santo Onofre, Jardim Roberto, Clementino, Leme e Silvio Sampaio. Ao menos uma possível morte de Dengue Hemorrágica foi registrada na cidade. O jovem gesseiro Hélio Milke da Silva, 29 anos, deixou filha de apenas dois anos e esposa. A família reside no Jardim Trianon.

“Nós ajude sobre o mosquito da dengue. Aqui no Trianon está empesteado do mosquito, só aqui no meu bairro tem bastante gente doente”, contou Rosemeire Cardoso. “Está com epidemia. Meus dois filhos ficaram doentes. Todo mundo está com medo”, afirmou Rosaura Krob, 51 anos do Freitas Jr.

Além de todos os relatos de vítimas e moradores que conhecem “muitas pessoas” que contraíram a Dengue, transmitida por meio da picada de um mosquito Aedes Aegypit, o número elevado de taboanenses que podem estar com a doença é evidente ao entrar no Pronto Socorro do Antena, Unidade de Pronto Atendimento Akira Tada e UBS´s de saúde de todo o município. Lotados, os espaços chegam a “colecionar”, tantas pessoas com os mesmos sintomas: dores nas articulações e corpo, manchas vermelhas, febre acima de 39º C.

Não são somente as unidades de saúde que estão lotadas com diversas vítimas da doença, mas também as ruas e terrenos baldios com possíveis focos da doença. São desde carros abandonados, que acumulam água parada na avenida José Paris no Freitas Jr, tampas de garrafas, pneus, baldes, lajes entre outros. Assim como o mato alto em locais já levantados pela reportagem: Ginásio Zé do Feijão, no Pirajuçara, por exemplo.

Últimos casos
Os últimos números de casos de Dengue divulgados pela Prefeitura ao SPTV da Globo, apontavam 163 confirmados. Já para um portal da região bem menos, somente 121. Na ocasião os dados foram contraditórios, mas mesmo diante dos questionamentos a Prefeitura e Secretária de Saúde pareciam não querer informar os dados para o blog A Notícia em Questão! e jornal Hoje em Notícias.

Ao menos duas vezes por semana enviamos e-mails à Assessoria de Imprensa da Prefeitura “que informa aguardar retorno da secretária Raquel Zaicanner”, porém os dados nunca são informados.

Epidemia em quase metade dos municípios de São Paulo
Em menos de quatro meses do ano e antes do fim do pico do período de dengue, o Estado de SP já registra mais casos da doença do que o ano inteiro de 2014, de acordo com o balanço divulgado na sexta-feira, 24, pela Secretaria Estadual de Saúde. Quase metade dos municípios paulistas estão em situação de epidemia.
Segundo a classificação adotada pelo Ministério da Saúde, a epidemia é caracterizada por índice superior a 300 registros por 100 mil habitantes.

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