SPDM tem aumento assustador de 35% em ações judiciais por supostos erros médicos no ano de 2014

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O ano nem terminou e a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) já apresenta um número assustador em casos de supostos erros médicos.
Em consulta ao site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a SPDM responde por 28 ações judiciais de erro médico para um total de 279 processos que a entidade responde nos últimos dez anos. Só nesse ano de 2014, houve sete processos judiciais na Região Metropolitana da capital paulista, sendo dois em São Paulo, dois em Barueri e três em São Bernardo do Campo. Esse número representa um aumento de 35% nos casos.
Se os familiares de Angélica e Adriana entrarem com as ações, serão dez casos em nove meses do ano, pouco mais de um procedimento por mês.

Sete em cada 100 profissionais respondem a processo no Brasil
Um número assustador revela a situação do serviço médico prestado no Brasil. De acordo com dados do Superior Tribunal de Justiça, nos últimos dez anos o país teve um aumento de 1.600% no número de processos judiciais envolvendo médicos, além de um crescimento de 180% de profissionais condenados nos tribunais de ética dos Conselhos Regionais de Medicina. 7% dos médicos brasileiros respondem a processos.
O levantamento é do advogado especialista em Direito Médico, Raul Canal, publicado no livro Erro Médico e Judicialização da Medicina. “Para apurar esses números realizamos uma série de pesquisas nos sites dos tribunais e em alguns casos fomos até os locais para checar os autos dos processos” afirma Canal.
Segundo Canal, diversos fatores influenciam para que o número de casos de erros médicos tenha aumentado na última década, entre eles o acesso à informação por parte dos cidadãos e a má formação dos médicos nas faculdades espalhadas pelo país. Além disso, “nos últimos anos mais do que dobramos os números de escolas de medicina no país e é lógico que diante esse crescimento não há como formar bons médicos. Muitos deles entram no mercado sem mesmo fazer residência”, explica.
De acordo com o autor, as péssimas condições de trabalhos oferecidas aos médicos em grande parte do país também ajudam a encorpar os dados publicados em seu livro. “Não é nenhum segredo que muitos hospitais são mal equipados e que os médicos são mal remunerados e trabalham muito além de sua capacidade. Então, como um profissional pode tomar uma decisão, após trabalhar mais de 24 horas seguidas?”, alerta Canal.
Ginecologia e Obstetrícia são campeãs em erros médicos
Entre as especialidades, as que mais recebem denúncias por erros médicos estão: Ginecologia e Obstetrícia, de acordo com a publicação. Depois, vêm Ortopedia e Traumatologia, seguida de clínica médica. “Por incrível que pareça, a insistência em partos naturais dentro da estrutura de saúde pública é o caso campeão. Há erros crassos na avaliação das gestantes, onde temos casos que não cabia o parto natural. Houve citações de natimortos ou até de crianças nascendo tetraplégicas”, acrescenta.

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