Servidores de Taboão cobram reajuste salarial e criticam governo por corte de insalubridade e perseguições

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Por Renata Gomes

A sessão da Câmara Municipal teve a presença de alguns funcionários públicos que tentaram acompanhar de perto a votação do projeto de Lei Complementar 06/2015, que altera a forma de desconto da previdência social, aprovada por 7 votos favoráveis e 3 contrários na noite de terça-feira, 09.

Funcionários foram a Câmara e usaram a Tribuna Popular para criticar ações do governo
Funcionários foram a Câmara e usaram a Tribuna Popular para criticar ações do governo

O projeto causou polêmica e dúvida, e apesar de ter sido enviado como pedido de urgência aos vereadores há cerca de 14 dias, foi aprovada, por unanimidade, vistas de 10 dias. Confira a matéria completa sobre o assunto em breve.

A professora da rede municipal Sandra Fortes e o porteiro Maurício Lourenço usaram a Tribuna Popular para apresentar as reivindicações aos vereadores e criticar a tratamento que recebem do atual prefeito municipal, Fernando Fernandes Filho (PSDB).

“Sou professora da rede municipal há 15 anos. Fui suspensa por um processo administrativo com corte de salário por 60 dias. O secretário de Educação e o prefeito me puniram por causa da greve que fizemos no ano passado”, contou a servidora municipal Sandra Fortes.

A docente disse aos presentes que é membro da Associação dos Trabalhadores da Prefeitura, Autarquia e Câmara Municipal de Taboão da Serra (ATRASPACTS). Sandra Fortes acusou o Sindicato dos Funcionários Públicos de Taboão da Serra (Sind Taboão) de ser completamente controlado pela prefeitura. “Por mais de 18 anos a prefeitura está desrespeitando e não reajustou o salário dos servidores de Taboão da Serra. O prefeito não negociou. Liberaram apenas um abono de R$ 100 a R$ 150. O prefeito prometeu pagar o vale transporte em janeiro estamos em junho e ainda não foi pago.O que estamos assistindo é um corte de direitos, corte das horas extras, insalubridade. Ele também já praticou a mudança em nos descontos das aposentadorias e já economizou R$ 400 mil. Mas no futuro seremos prejudicados”, alertou Sandra Fortes.

Finalizando o discurso, Sandra Fortes disse que vieram chamar a atenção da Casa de Leis para que a prefeitura cumpra a Lei Orgânica do município.

Em entrevista ao Jornal Hoje em notícias, Sandra disse que o baixo número de servidores que compareceram na sessão ocorre por conta de medo de perseguições do governo, mas sinalizou que uma greve pode acontecer. “Eu fui punida injustamente, nada foi provado como conduta irregular no processo administrativo, mas eles soltaram a decisão no dia 30 de abril, antes do dia 1º de maio, data que eles deveriam obedecer a legislação e dar o dissídio aos servidores, para intimidar os demais”, argumentou.

O servidor Maurício Lourenço também criticou a ação do governo. “Se esse projeto fosse bom não teria chegado com urgência e sem discussão. Esse projeto não faz a revisão salarial dos últimos anos. Perdemos o direito da insalubridade e tem que ter critério para dar e para tirar. Fizeram isso sem conversar com os servidores”, reclamou.

Lourenço disse que o prefeito passou por cima da Casa de Leis. “O projeto que está na pauta de hoje, embora a prefeitura já tenha feito, passou por cima da Câmara Municipal. Pedimos aos vereadores que tenham sensibilidade. O que temos hoje é um arrocho salarial desde 1992. Somos esquecidos e deixados de lado. Sofremos um massacre na nossa folha de pagamento”, relatou.

Vereadora Joice Silva diz que não existe perseguição

Vereadora Joice Silva (PTB) na sessão de terça-feira, 09.   FOTO: Cynthia Gonçalves/CMTS
Vereadora Joice Silva (PTB) na sessão de terça-feira, 09.
FOTO: Cynthia Gonçalves/CMTS

Após os servidores usar a tribuna, a vereadora Joice Silva (PTB), defendendo o governo do prefeito Fernando, disse que o governo não faz perseguição e citou uma psicóloga que participou da greve e que recebeu promoção tornando-se coordenadora de um Cras. A plateia vaiou o discurso da vereadora.

Vereador Moreira elogia coragem dos servidores e diz que perseguição existe sim

Vereador Moreira (PT) na sessão de terça-feira, 09.  FOTO: Cynthia Gonçalves CMTS
Vereador Moreira (PT) na sessão de terça-feira, 09.
FOTO: Cynthia Gonçalves CMTS
O vereador Moreira (PT) parabenizou os servidores pelas coragem e disse que Taboão da Serra poderia ser o município com o melhor salário da região e contrariando o discurso da vereadora Joice, afirmou que o governo persegue os servidores. “Como é que a prefeitura não tem perseguição? Foi só receber uma carta apenas para o prefeito olhar com carinho para os professores e o resultado foi a suspensão da funcionária pública… e ainda vem na tribuna falar que não tem perseguição? Todo mundo sabe que para poder levar o pão para os filhos tem que fazer hora extra para melhorar e foi cortada. A insalubridade também foi cortada de grande parte dos servidores. O servidor tem que ser ouvido, é um patrimônio da cidade . Que falta de respeito é essa? Como podemos deixar que um projeto que chega no afogadilho, sem transparência, por debaixo dos panos passar”, argumentou.

Um funcionário concursado da Usina, Kleber Monte, “Cabelo” foi expulso do plenário da Câmara ao se manifestar contra o discurso do vereador Marco Porta (PRB). Clique aqui para ler a matéria sobre o caso.

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