Secretário afirma que tarifa de ônibus ficará mais cara em Taboão

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Nova licitação será realizada, afirmou secretário Tacola e linhas terão integração com Cartão Bom. Sindicalistas reivindicaram manutenção dos empregos e representantes da viação Pirajuçara/Fervima criticaram falta de diálogo com a prefeitura

Secretário Municipal de Transportes, Rinaldo Tacola apresenta mudanças no contrato de concessão do transporte público e afirma que valor da passagem vai aumentar
Secretário Municipal de Transportes, Rinaldo Tacola apresenta mudanças no contrato de concessão do transporte público e afirma que valor da passagem vai aumentar
Na manhã quarta-feira, 08, foi realizada pela prefeitura de Taboão da Serra, uma Audiência Pública sobre Transportes no Cemur. Poucos moradores, representantes de conselhos municipais, sindicalistas, funcionários da viação Pirajuçara/Fervima e vereadores estiveram presentes.

O secretário de Transportes e Mobilidade Urbana de Taboão da Serra, Rinaldo Tacola Filho afirmou que não será renovado o contrato e uma nova licitação será realizada. Durante entrevista coletiva, afirmou que a tarifa deverá sofrer reajuste, mas não soube informar de quanto será esse aumento. “Temos a necessidade de adequar o transporte público para resolver os problemas que hoje temos em nossa cidade. A última licitação foi feita em 2000. Estamos propondo um novo contrato e a nova empresa que ganhar a licitação, através da proposta de menor tarifa, terá que cumprir o novo modelo que tem como o objetivo atender a população com um transporte de qualidade”, disse.

De acordo com o secretário, hoje existem nove linhas de ônibus na cidade que transportam 1.260.502 passageiros por mês. A frota é de 114 ônibus e são realizadas 1.907 viagens por mês.

Apesar de utilizar muito o termo “outra empresa”, o secretário frisou que a prefeitura não tem intenção de tirar a atual empresa Pirajuçara/Fervima, que segundo ele, tem todas as condições de permanecer na cidade. “Não temos interesse de tirar ninguém. A Pirajuçara tem todas as condições de se manter em Taboão, mas a ideia é que seja aberta possibilidade de outras empresas participarem da concorrência pública”, afirmou.

O secretário apresentou o novo modelo com as mudanças propostas pela prefeitura e falou de integração “do bilhete BOM por duashoras”, não citou o Bilhete Único prometido em campanha do prefeito Fernando Fernandes.

Dentre as alterações apresentadas, Tacola destacou a exigência de renovação da frota com idade média de cinco anos, otimização com apenas uma empresa responsável pela concessão [hoje são duas Pirajuçara/Fervima], ortoga onerosa, ou seja, repasse de percentual para a prefeitura que ainda será definido e instalação de câmeras de seguranças, central de monitoramento e ferramentas para gerenciar e controlar o sistema municipal de transporte.
Para a auxiliar de escritório Vania Aparecida Souza de 29 anos, moradora do Jardim São Salvador, o serviço de transporte coletivo é ruim e muito caro. “Vai aumentar mais? Acho que pagamos um valor alto demais. Os horários não são certos, ônibus cheio, como estar satisfeita, está cada vez mais difícil morar em Taboão”, reclamou.

Público critica falta de divulgação da Audiência
O público ouviu a apresentação do secretário e depois foi convidado para expor opiniões, mas os questionamentos foram escritos e entregues ao secretário que prometeu responder posteriormente.
A advogada Julia Collet que participa do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano disse que a cidade precisa de um Plano de Mobilidade Urbana que não existe e que todas as mudanças saíram do bolso do usuário. “Estou cansada de ver a prefeitura pintar as ciclofaixas e depois tirar e tudo isso quem paga é a gente”, disse.
O professor Evandro Garcia criticou a falta de divulgação da Audiência e disse que ela teria que ser feita em vários bairros. “Essa Audiência é muito pequena para o tamanho do problema que temos. Cadê os estudantes, os idosos, os moradores? Essa hora tem muita gente trabalhando. Outra coisa, o certo seria abrir a “caixa preta” da Pirajuçara, quanto realmente ela fatura aqui em nossa cidade? questionou. O secretário respondeu que a divulgação foi feita seguindo os aspectos legais.

Motoristas e sindicalistas pedem manutenção dos empregos
Vários representantes do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Osasco falaram sobre a manutenção dos quase 500 empregados contratados da Pirajuçara/Fervima. “Nossa preocupação é com os trabalhadores. Se outra empresa assumir, a prefeitura precisa dar um jeito de obrigar assumir a mão de obra da atual empresa”, disse Luiz Cândido Valentim do sindicato.

Funcionários das concessionárias criticam prefeitura
Representando a Viação Pirajuçara/Fervima, o advogado Ivan Lima declarou que todos os apontamentos apresentados pelo secretário são supríveis com um aditivo contratual e que a prefeitura poderia prorrogar por mais cinco anos o contrato. Lima também rebateu as críticas de alguns moradores sobre os “péssimos” serviços da empresa na cidade. “A prefeitura tem como multar isso. Não fomos chamados para conversar com a prefeitura, ela decidiu sozinha, a única percepção que tenho é que ela quer cobrar uma ortoga, essa é única mudança”, disse.
O gerente de tráfego Maiquel Frandoso afirmou que a empresa tem dinheiro e condições para atender as mudanças propostas pela prefeitura.

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