REPORTAGEM ESPECIAL: Pronto-Socorro Infantil: a mesma sina de pacientes que precisam do sistema de saúde pública (parte 3)

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A luta pela vida começa bem cedo em Taboão da Serra. A falta de organização, e médicos, causa transtornos para as mães que vão levar seus filhos ao Hospital Infantil

Fachada do Pronto-Socorro Infantil de taboão da Serra. FOTO: Arquivo Hoje
Fachada do Pronto-Socorro Infantil de taboão da Serra. FOTO: Arquivo Hoje

Localizado a umas duas quadras da Estrada Kizaemon Takeuti, após passar por uma praça que nem praça parece. Já de longe é possível perceber a movimentação no local, que está claramente em reformas. O Pronto-Socorro Infantil compõe-se de uma sala de cadastro e uma sala principal, em que principalmente mães ficam esperando sentadas e muitas outras com crianças no colo ou em pé. Essas mães esperam serem chamadas em voz alta por uma funcionária, que está na no fundo da sala, ladeada por um funcionário fazendo às vezes de segurança. A sala é pequena para tanta gente, que também espera fora do prédio, na rampa de acesso, e até mesmo abaixo dela.

Essa sala principal compõe-se de umas 40 cadeiras, totalmente ocupadas. Durante todo o tempo em que pude acompanhar o serviço, as pessoas presentes no recinto (inclusive crianças) variaram de 60 a 80. Nunca ficavam menos pessoas do que as sentadas mais umas 10. Não tendo criança para ser cadastrada, coube-me acompanhar o trabalho verificando que muitas vezes mães com crianças de colo ficavam em pé, mesmo quando não havia nenhuma pessoa que pudesse lhe dar o lugar. Não podendo verificar quem havia realmente chegado primeiro – todas as pessoas estavam distribuídas na sala de forma confusa –, pude confirmar que havia mães há duas horas esperando para serem chamadas pela primeira vez (não havia distinção de triagem e efetivo atendimento), enquanto outras haviam chegado há “apenas” 30 minutos (por enquanto). Ninguém reclamava.

Perguntei a algumas mães se já haviam sido atendidas no local. Uma disse ter aparecido pela manhã, mas desistido pelo número de pessoas – ainda maior do que o apresentado. Outra disse que fora atendida duas ou três vezes no local, sempre depois de duas ou três horas de espera. Perguntei se sabiam quantos médicos normalmente atendiam no pronto-socorro, e todas me disseram: quase sempre, três. Verifiquei que o local de atendimento tinha três saletas, e que cada uma comportava um médico. Ou seja, mesmo se houvesse mais médicos, eles não teriam onde atender. Não havia lista com o número e nome dos médicos em plantão ou atendendo.
Prevalecia o mesmo clima de atendimento sem previsão dos outros prontos-socorros visitados anteriormente.

O Outro lado
A prefeitura disse que procura atender todos e que fiscaliza e SPDM. Já a Organização Social de Saúde não retornou o nosso contato. Estamos esperando o seu pronunciamento.

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