Quanto custam as famílias Fernandes e Nóbregas para Taboão?

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Essa era a pergunta que o vereador Luiz Lune (PCdoB) tentou fazer na última sessão

Lune e Nóbrega se estranham há muito tempo, e dessa vez passaram dos limites da casa a ponto do presidente suspender a sessão
Lune e Nóbrega se estranham há muito tempo, e dessa vez passaram dos limites da casa a ponto do presidente suspender a sessão

Durante a sessão da Câmara Municipal de Taboão da Serra na terça-feira, dia 15, o clima voltou a esquentar entre os vereadores Luiz Lune (PCdoB) e Eduardo Nóbrega (PR).

Eles se estranham há muito tempo.
Dessa vez foi por causa do requerimento 115/2014 que solicitava à prefeitura a folha de pagamentos de todos os funcionários de livre nomeação e efetivos com a descrição de salários, funções, nomes e sobrenomes, com o objetivo de fiscalizar eventuais práticas de nepotismo. Lune até acabou sendo punido pela presidência por uso de palavras ofensivas e ficou impedido de usar a tribuna disse que vai levar o caso à Justiça. Tudo isso, porque o vereador e líder da PCdoB, Luiz Lune solicitou através do requerimento aonde estão trabalhando os familiares de políticos na prefeitura e na Câmara de Taboão. O requerimento foi rejeitado pela base governista.
Vereador Eduardo Lopes (PSDB) já havia pressionado a casa com o mesmo pedido. Na época, ele fez uma denúncia, na primeira sessão do ano, sobre eventuais funcionários fantasmas na Câmara. Ele foi rechaçado pelos vereadores governistas e voltou dizendo que ouviu dizer e não poderia prevaricar. O assunto foi mal resolvido, e ainda não teve seu desfecho. Ao menos publicamente.

Antes da votação do requerimento, Nóbrega, líder do governo Fernando Fernandes, usou a tribuna para argumentar a negação ao pedido do vereador de oposição. “Temos que fazer o debate sempre sério, apartidário das questões apresentadas pelos vereadores. Porém não somos neófitos ou infantis ao ponto de não saber quais são as posições reais aqui dentro desse plenário. Sabemos quando a discussão vai ser séria, quando vai ser política e quando a discussão vai pelo caminho da politicagem e os vereadores devem estar atentos para esta questão. O próprio líder do PCdoB que apresentou o requerimento disse que não gostaria de vê-lo debatido nesta Casa. Ora, não é preciso raciocínio mais aprofundado para saber que o líder do PCdoB quer fazer política com este requerimento. E a política no sentindo pejorativo. Quer aparecer em cima de uma questão muito séria, do patrimônio mais importante do poder executivo que são seus funcionários. Debate sério fez o líder do PT que vem aqui dizer que se encontrar algum indício de irregularidade certamente apresentaria ao plenário. Agora sem ter em mãos provas concretas, apenas com ilações, apenas para achincalhar o governo que faz muito pela cidade de Taboão da Serra. Está pedindo, corda, socorro, mas tem que ter juízo. Está desesperado que busque os seus caminhos. Não use o governo, nem os demais colegas da Casa como corda para sua salvação”.

Já em resposta, Lune iniciou a fala dizendo que já espera essa atitude da base aliada ao prefeito e atacou fortemente e diretamente o líder e o prefeito Fernando Fernandes pela prática de nepotismo na cidade. “Pergunto, a quem interessa não aprovar esse requerimento, a não ser o líder do governo, que mais mantém nepotismo nesta Casa e na prefeitura. Era evidente que esse “cavalheiro” viesse aqui e me acusasse tentando minimizar esse requerimento. Normal porque tem um pai secretário. Esquece também esse senhor que fez parte do governo anterior Evilásio e só correu para ser eleito lá no Fernando. Mamou, mamou e continua mamando até hoje. Eu quero mostrar o quanto os parentes desse cidadão e do prefeito, dessa estrutura, quanto custa essa família para Taboão da Serra. Sempre trabalhei, ao contrário de muitos que enricaram com a política. Me denigra que vamos para o pau sim. Não dependo disso daqui. Sou fiscal do povo, e vou fiscalizar prefeito, vereador. Quando chegar a relação eu vou mostrar, está vendo essa aqui, namorada do Fabinho, esse outro aqui concunhado do Fabinho, esse cargo aqui de 16 mil é filho do prefeito. Vamos no Ministério Público e vou esfregar na cara de muita gente aqui, desse sujeito. O Nóbrega agora fez xixi de tanto medo”, finalizando o vereador ainda usou o termo “idiota”.

Após a fala do Lune, os vereadores fizeram reunião de líderes e voltaram após 40 minutos. O presidente José Aparecido Alves pediu para os vereadores mais respeito uns com os outros e disse que Lune passou dos limites.

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