Projeto de moradia popular corre risco de ser prejudicado por briga entre associações

0
89

Briga pode parar na Justiça e fazer projeto de moradia ser embargado

Família Feliz e Bem Viver alegam que as exclusões da Associação do Maria Helena aconteceram por falta de entrega de documentação
Família Feliz e Bem Viver alegam que as exclusões da Associação do Maria Helena aconteceram por falta de entrega de documentação

A polêmica sobre o projeto de moradia Santa Terezinha III que prevê a construção de 500 moradias no Jd. Salete através do Programa do Governo Federal Minha Casa, Minha Vida, Entidade, ganhou repercussão após o presidente da Associação de Moradores do Jd. Maria Helena, Gilberto dos Santos e outros associados usarem a tribuna popular da Câmara Municipal de Taboão da Serra na terça-feira, 20, acusando o movimento de moradia da Associação Família Feliz e Bem Viver de cometer irregularidades.

O estopim da briga que caminha para rumos judiciários foi motivado pela exclusão da Associação dos Moradores do Jardim Maria Helena em agosto de 2014. O Família Feliz alega que não foram entregues documentos da demanda, já os representantes do Maria Helena dizem que a lista foi entregue. Além deste conflito, outros pontos relativos a pagamentos são questionados e a briga entre as associações poderá acarretar no risco da obra ser embargada e os associados prejudicados.

Exclusão dos associados do Maria Helena é o motivo da briga

Representantes do Maria Helena acusam Família Feliz e Bem Viver de cometer irregularidades e ameaçam levar caso a justiça, podendo embarcar obra popular de moradia
Representantes do Maria Helena acusam Família Feliz e Bem Viver de cometer irregularidades e ameaçam levar caso a justiça, podendo embarcar obra popular de moradia

O projeto Santa Terezinha III do Jardim Salete começou em 2011 com a compra do terreno. Acordado com a prefeitura de Taboão, a demanda das 500 unidades foram divididas entre as três associações (Família Feliz, Bem Viver e Maria Helena), sendo 150 para o Família Feliz, 150 para o Maria Helena e 200 para o Bem Viver.

Todo o processo para viabilizar a construção das 500 unidades no Jd. Salete é muito complexo. Resumidamente, os representantes das associações Família Feliz e Bem Viver explicaram ao jornal Hoje que os custos rateados entre as famílias foram da compra do terreno que sofreu aditivos, pagamento de dívidas de IPTU, assessoria técnica e custos administrativos, todos debatidos e aprovados em assembleias realizadas com os associados.
“Por várias vezes, mandei e-mail cobrando a demanda, colocamos faixas com prazos e em agosto de 2014, último prazo que a Caixa deu para apresentar a demanda, como eles não nos responderam, excluímos a Associação do projeto e acolhemos 68 associados do Maria Helena”, informaram Lucélia Santos Lima do Família Feliz e Terezinha da Silva do Bem Viver.

A demanda do Maria Helena foi substituída por famílias que estavam na lista de suplência. Para o Família Feliz e Bem Viver, a ação do Maria Helena é de calunia e difamação com o único objetivo de distorcer informações e prejudicar a continuidade do projeto que vai realizar o sonho da casa própria para 500 famílias.
O presidente da Associação do Maria Helena, Gilberto dos Santos, a ex-presidente Valeria de Paula e o advogado Dr. Walter dos Santos disseram que há irregularidades e alegam que as famílias estão sendo lesadas. “Os problemas são desde a contratação da empresa para ter a liberação da Cetesb onde famílias foram oneradas. Cobram um IPTU retroativo a compra do terreno e não aceitamos. Eles ainda coagiram os nossos associados a assinar um termo saindo daqui e aderindo ao Família Feliz e ainda cobraram das famílias valores retroativos”, acusa o grupo.

Gilberto e Valéria afirmam que foram os primeiros a entregar a demanda, preenchida em dezembro e janeiro de 2014. “Em abril me devolveram a lista toda bagunçada e que 111 estavam aptos e que os demais teriam que corrigir. Logo em seguida uma pessoa da Assessoria Técnica, através de e-mail, alegando que a Caixa bagunçou os dados e que eu teria que aguardar o retorno dessa lista arrumada. Eu esperei, cobrei e até hoje não tive resposta”, explicou Valéria.
Uma das associadas, Rosemeire da Silva Barbosa Lucas disse que foi excluída porque não concordava com o pagamento do IPTU. “Sinto que meu sonho foi destruído, e espero que a Associação do Maria Helena consiga reaver pelo menos o dinheiro que pagamos”.

Gilberto conta que ganharam em Taboão o direito de ter acesso a lista dos contemplados, mas o Família Feliz recorreu e o processo deve ir pra outras esferas. Ele disse ainda que ele instrui os associados para entrar com uma ação contra a sua própria associação, mas que o objetivo é reaver o direito das 150 cotas do Maria Helena. “O que queremos é garantir as 150 cotas que são direito da Associação dos Moradores do Jd. Maria Helena. É só isso que queremos”, alegou.

Propaganda

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

*