Projeto confuso do executivo pode causar prejuízos na aposentadoria dos servidores da prefeitura

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Vereadores da base aliada se rebelam contra o prefeito e se negaram a votar projeto que prevê alterações nos descontos da aposentadoria dos funcionários públicos, que, segundo eles, chegou no “afogadilho” e está confuso

Vereador Moreira critica projeto e diz que prefeito tentou colocar mais uma lei a força sem falar com os servidores
Vereador Moreira critica projeto e diz que prefeito tentou colocar mais uma lei a força sem falar com os servidores

O projeto de urgência enviado pelo prefeito Fernando Fernandes (PSDB), que está ausente da cidade, para votação dos vereadores da Câmara de Taboão da Serra de terça-feira, 26, causou polêmica e fez a sessão ser longa. O projeto, que muitos parlamentares disseram estar confuso, pode causar prejuízos futuros na aposentadoria dos servidores públicos.

A base aliada do prefeito se rebelou e não acatou os argumentos do líder do governo Eduardo Nóbrega (PR) que tentou defender o projeto, mas não convenceu os demais vereadores, que a pedido da vereadora Joice Silva (PTB) aprovaram vistas de 10 dias para tentar entender melhor o projeto que é extremamente técnico e que modifica a forma de contribuição Previdenciária Social dos servidores municipais.

A vereadora Joice usou a tribuna para falar que os vereadores têm responsabilidade e por isso a importância de analisar melhor o projeto. “Nada que é feito do afogadilho, nada que é feito por debaixo dos panos é transparente. Então, eu não tenho pressa, eu quero que o projeto seja votado com competência e conhecimento e hoje não tenho conhecimento para isso, não tenho vergonha de assumir”, argumentou Joice.

O primeiro a falar na tribuna contrariando a votação foi o vereador professor Moreira (PT) que, conseguiu convencer os demais vereadores, para não votar o projeto. “O prefeito tenta colocar mais uma lei a força. Pergunto e as futuras arrecadações das pensões? No final o servidor vai ter que pagar a conta, porque o prefeito pretende com isso fazer uma economia mensal, porque retiraria a parte patronal dela e diminuiria o valor que ela teria que recolher, mas não apresenta um estudo sobre o futuro da previdência, mesmo que hoje ele tenha um ganho imediato, quando o servidor se aposentar vai ser prejudicado.

Outro forte argumento usado pelo vereador Moreira seria sobre licença médica dos servidores que segundo ele, ao optar pagar menos imposto para a TaboãoPrev, quando o funcionário ter a necessidade de tirar licença médica ou maternidade, o salário volta para o salário base, e pode prejudicar o funcionário que por estar doente é um momento que precisa ainda mais de dinheiro.

Vereadores de Taboão rejeitam mais um pedido de afastamento do prefeito Fernando Fernandes

Mais uma denúncia contra possíveis irregularidades cometidas pelo prefeito Fernando Fernandes (PSDB) foi rejeitada pela Câmara de Taboão da Serra por 10 votos a 3 na primeira parte da sessão de terça-feira, 26.
A denúncia protocolada pelo munícipe e presidente do PCdoB Antonio Gomes de Andrade, foi sobre a irregularidade de uma placa indicativa do supermercado Assaí, instalada no centro, na praça Nicola Vivilechio. Mais uma vez, para blindar o prefeito, a base aliada rechaçou as denúncias e disseram que a Casa está com projetos e indicações parados por conta de “denuncismos”.

O líder do governo, Eduardo Nóbrega (PR) disse que as denúncias estavam passando do razoável e indo para uma situação vexatória. “Presidente, peço para que possa rever os recebimentos dessas denúncias”, disse.

O vereador Luiz Lune classificou como choradeira os argumentos dos parlamentares. “Essa é a casa da democracia e o jogo está sendo jogado. Estou aqui representando várias pessoas que estão insatisfeitas com esse governo. Hoje essa denúncia que parece pequena, mas como se mede um crime? Não adianta vir com choradeiras e nem vir com hipocrisias, as indicações e requerimentos estão paradas muito antes das denúncias de irregularidades chegarem a esta Casa. Essas denúncias são válidas. Independente do tamanho, regras devem ser cumpridas. Esta Casa tem o dever de fiscalizar”, ressaltou

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