Prefeitura de Taboão demonstra ter condições de dar aumento para os servidores

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Secretário mostra balanço do 1º quadrimestre durante Audiência Pública – Foto: Sandra Pereira

A prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2017 da prefeitura de Taboão da Serra realizada na Câmara Municipal, na manhã de quarta-feira, 24, mostrou que o requerimento apresentado pelo Grupo de nove vereadores para viabilizar estudos sobre possível aumento para os servidores públicos pode surtir efeitos desejáveis para o servidor público. O superávit R$ 44 milhões aproximadamente é suficiente para dar aumento aos funcionários. A informação é do professor de matemática, Juarez Antônio Camargo. O professor afirma que mesmo que a receita seja positiva, houve queda de 6% na arrecadação do município em relação ao primeiro quadrimestre de 2016.

Dessa forma, segundo o professor fica viável um aumento. “Seria preciso saber qual o impacto financeiro no aumento dos servidores no orçamento; segundo o Portal da Transparência a folha de pagamento da prefeitura gira em torno de R$ 13.942.402,68, mês. Um aumento de 10% seria possível sim, já que o secretário informou uma queda de 6% na arrecadação. Na normalidade seria tranquilo o aumento para os servidores”, informou o professor.

De acordo com os dados apresentados pelo secretário Fazenda de Taboão, Adelço Buhrer, apesar da queda na arrecadação, a prefeitura de Taboão está com pagamentos de servidores públicos e financiamentos em dia.

Segundo o secretário no primeiro quadrimestre a prefeitura contabilizou R$ 211.851.802 com receitas fiscais e R$ 167.391.973 de despesas fiscais.

O presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, vereador Dr. Ronaldo Onishi (SD), lembra que a realização da audiência pública atende aos termos e prazos estabelecidos pela lei complementar nº 101/2000. Para o presidente os números apresentados mostram que a prefeitura está com os pagamentos em dia, situação bem diferente de várias cidades da região e de muitos governos estaduais.

 

Divisão na Câmara Municipal

Os vereadores se dividiram em dois grupos e travam uma batalha interna pelo poder. Na última sessão ordinária, a Câmara aprovou um requerimento que expõe o governo de Fernando Fernandes (PSDB). Em meio a uma greve dos servidores na educação, os vereadores da base aprovaram um requerimento solicitando ao governo estudo sobre a possibilidade de conceder aos servidores públicos municipais a implantação do vale- transporte e a aplicação do dissídio da categoria. A

Vereador Marcos Paulo, Paulinho – Foto: Thiago Walter

prefeitura tem prazo de 15 dias para responder ao requerimento.

 

“Há dois grupos hoje na Câmara. Um projeto que se apresenta um nome, do qual se eu fosse fazer parte deste projeto teria que apoiar o vereador Eduardo Nóbrega e o outro lado que discute [o projeto]”, diz o vereador Marcos Paulo (PPS), Paulinho, como é conhecido.

Nóbrega rebateu. “Um recado muito duro e direto ao prefeito Fernando Fernandes. Esse grupo vitorioso tem demandas para serem resolvidas com o governo e parece que acham que o momento certo de cobra-las é agora. Antigamente eu iria à tribuna para uma defesa cega do governo. É legítimo e eles têm força para isso. […] Não abala nada a base governista, mas mostraram as garras e o caminho que vão seguir”, diz o vereador Eduardo Nóbrega (PSDB).

Vereador Eduardo Nóbrega – Foto: Thiago Walter

Nóbrega diz que não está enfraquecido, para ele nada mudou. “Fico feliz que os vereadores lutem. Com a ausência de lideres para compor a

majoritária, a Câmara deve ser a protagonista. Nesse caso, luto para ser o nome do PSDB e ser for terei que lutar para conseguir apoio com os partidos aliados, e consegui, peço o apoio. Mas se não for, apoiarei quem indicar”, disse o vereador por telefone.

 

Sobre Rita de Cassia (PSDB) e Priscila Sampaio (PRB), ele afirmou que não perdeu. “Sobre as vereadoras, Rita e Priscila; não perdi nada. Trabalhamos juntos para a eleição do Carlinhos na Câmara, mais nada. Somos amigos e podemos ser parceiros em projetos futuros. Tem muita água para rolar embaixo da ponte ainda”, finaliza.

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