Possível manobra do prefeito aprovada na calada da noite pelos vereadores prejudica ADIs com 20 anos de carreira

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Durante a manifestação da greve, ADIs já queriam a projeção para Professor de Desenvolvimento Infantil (PDI)
Durante a manifestação da greve, ADIs já queriam a projeção para Professor de Desenvolvimento Infantil (PDI)

Vereadores da situação embalados na possível manobra do prefeito aprovaram projeto que prejudicou 170 funcionários com 20 anos de carreira

O prefeito Fernando Fernandes (PSDB) enviou um Projeto de Lei com regime de urgência para a Câmara Municipal na noite de terça-feira, 23, que cria 500 cargos para Professor de Desenvolvimento Infantil (PDI) em concurso público, com vencimentos de R$ 1.372,27 e formação em Pedagogia ou superior normal, sem o enquadramento da Assistente de Desenvolvimento Infantil (ADI) que atua na função há mais de 20 anos, que tem a base salarial em R$ 835,00.
Bancada governista e oposição travaram uma briga que terminou na madrugada de quarta-feira. Os vereadores da oposição Luiz Lune (PCdoB), Moreira (PT) e Luzia Aprígio (PSB) apresentaram uma emenda para o enquadramento das ADIS. Mas, ignorando qualquer tipo de proposta, os vereadores da base acataram o pedido de Fernandes e negaram que as ADIS pudessem ter projeção a assistentes.
Para Iara Domingos foi “um golpe contra os trabalhadores que lutam e se opõem a esse governo. Acordamos muito tristes”, lamenta a ADI. De acordo com ela, as ADIS executam todas as funções pedagógicas, “pois dentro da educação infantil, cuidar e educar é indissociável e recebemos menos da metade do salário de um PEB 1”. Iara frisou que durante a greve (de 22 dias), um grupo foi criado para tratar do processo de inserção da categoria no estatuto e a criação de PDI, com o secretário João Medeiros. “De acordo com o governo a inserção era certa, até ontem na aprovação do projeto. Mais uma vez, fomos jogadas para debaixo do tapete”.
Na tarde de sexta-feira, 24, um grupo de ADIs se reuniram com o secretário que manteve a decisão do executivo e disse estar surpreso com a aprovação de lei. Uma assistente que participou da reunião disse que o secretário argumentou a questão jurídico/administrativo. “De acordo com o secretário, o projeto pegou inclusive ele de surpresa. Foi um golpe feito na calada da noite para que não houvesse participação do povo durante a votação”, ataca a assistente.
No relato da assistente: “A reunião foi basicamente para incentivar as ADIs a prestarem o concurso de PDI, o que já esperávamos. De acordo com ele e a Dra. Tânia o processo no jurídico permanece e será novamente elaborado, questionei se isso não seria uma forma de punição as grevistas, ele falou que o governo tem interesse na transformação do cargo, porém houve esse impasse. Não achamos justos prestar um novo concurso pois já somos concursadas e já executamos as tarefas, não faz o menor sentido e as companheiras que não passarem no concurso?” Indagou.
São 170 Assistentes de Desenvolvimento Infantil, sendo 60 com formação superior, com 20 anos fazendo a função de professor.

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