Polícia investiga secretário de Jorge Costa acusado de agredir duas mulheres em Itapecerica da Serra

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Secretário Cláudio Silvestre Jr., que é acusado de várias agressões em mulheres, presidiu a Festa do Peão de Itapecerica. Foto: divulgação da PMIS

Cláudio Silvestre Rodrigues Júnior, Secretário Municipal da Prefeitura de Itapecerica da Serra foi denunciado na Delegacia de Polícia da cidade por supostas agressões em mulheres. Uma moradora de Itapecerica da Serra e policial militar afirma ter sido agredida por um dos principais auxiliares do prefeito Jorge Costa (PTB), no exercício da função, durante evento tradicional da cidade. A PM Nanci Nicolatti Tavares relata que na madrugada de 16 de julho, em espaço da 39ª Festa do Peão de Itapecerica, levou uma cusparada e um soco no rosto do secretário de Governo, Cláudio Silvestre Rodrigues Júnior, conhecido como Juninho ou Júnior, que era o presidente do rodeio.

Nanci conta que, após o show do rodeio de encerramento, ficou no salão do camarote, onde também estava o secretário, que a conhecia, sabia que é PM. Ao ir ao banheiro no local, diz que foi agredida. “Quando passei na frente do Júnior, ele falou alguma coisa. Não consegui escutar, o som estava muito alto, a gente estava de frente com o palco do baile. Eu perguntei: ‘Você falou comigo?’. Ele pegou e já cuspiu na minha cara”, diz Nanci.

“Eu fui para cima dele. Nisso veio dele um soco. Eu caí no chão, fiquei desacordada, não sei por quanto tempo. Não sei quem me levantou. Quando fiquei de pé, vi o Júnior rodeado por oito, dez seguranças”, relata.

Nanci estava no rodeio com as amigas, mas foi ao banheiro sozinha. “Fui avisar minhas amigas o que tinha ocorrido. Quando voltei, ele estava sendo retirado. Ele me xingava com palavrões”, conta.

Há 17 anos na PM, Nanci estava em férias, à paisana, não carregava arma. Ela podia, porém, ter dado voz de prisão ao secretário por lesão corporal e desacato. Sem a ação, virou alvo de gozação na PM. “Antes de saberem a verdade, eu fui motivo de chacota dentro da própria corporação por ser policial, não vou negar. Eu poderia ter reagido, mas não tive condições. Não tive contato mais com ele, e me recuperava, levei a mão até o nariz e saiu um pouco de sangue”, diz.

Nanci, que registrou boletim de ocorrência, diz que vai aos tribunais contra o secretário, que é advogado. “Vou entrar com processo contra ele, criminalmente, civilmente. E vou representar contra ele na OAB. Não vejo como uma pessoa que não tem estrutura psicológica pode defender alguém. Que a justiça seja feita, estou correndo atrás para que seja punido, ele não agrediu só meu irmão e a mim, outras pessoas também, inclusive no condomínio onde ele mora”, diz.

A comerciante Letícia Freire do Nascimento, também registrou um boletim ocorrência na delegacia apontando Silvestre como seu agressor durante uma reunião de condomínio que aconteceu no dia 27 de maio, no Condomínio Delfim Verde. A mulher teria levado um soco no ombro e na sequencia uma cotovelada no olho esquerdo, causando hematomas. “Estava acontecendo uma eleição de condomínio e esse rapaz veio para tumultuar. Ele agrediu meu irmão e me atacou e depois debochou de tudo isso”, diz Letícia.

Ela fala que o caso ocorrido no rodeio mostra claramente a insanidade e o perigo que Silvestre oferece. “Mas me sinto pequena e fragilizada, pois vendo o histórico se repetindo com outra família, vejo que ele não tem limite e apesar de tantas reclamações ele continue em seu pedestal”, desabafa.

Letícia afirma que ainda está assustada. “Eu me sinto fragilizada e insegura, pois agora se algum homem chegar mais perto de repente já fico assustada”, afirmou.

OUTRO LADO

Procurado pela reportagem, o secretário Cláudio Silvestre Rodrigues Júnior não foi encontrado. Em resposta ao portal verboonline, ele refutou as acusações. “Vou aguardar ela [Nanci] dar entrada no processo, porque ela me acusou disso tudo, e até agora não tem processo, estou acompanhando isso diariamente. Assim que eu for representado, vou me manifestar. Pode ser que exista boletim de ocorrência, mas não virou inquérito policial, nem processo civil. É difícil, ela está me acusando, mas não estou sendo nem processado”, disse.

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