Poeta Sérgio Vaz lança livro “Flores de Alvenaria” no Cemur

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“Corpos negros sangram nas calçadas, e enquanto o asfalto trama o fim da paz, o sangue dos famintos escorre surdo, no rap triste e nas filas dos hospitais” – Sérgio Vaz – Flores de Alvenaria

Por Ana Rodrigues

O poeta Sérgio Vaz ao lado do prefeito de São Paulo, Haddad durante o lançamento do livro “Flores de Alvenaria”, no Cemur  Foto: Allan dos Reis/Taboão em Foco
O poeta Sérgio Vaz ao lado do prefeito de São Paulo, Haddad durante o lançamento do livro “Flores de Alvenaria”, no Cemur
Foto: Allan dos Reis/Taboão em Foco
“Flores de Alvenaria”, o oitavo livro de Sérgio Vaz foi lançado na, 23, no Cemur, em Taboão da Serra, o evento contou com a presença do Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e de centenas de pessoas que foram prestigiar o lançamento do livro de um dos mais consagrados poetas da atual geração.

Sérgio Vaz revela que para escrever este livro a inspiração surgiu nos fatos do dia a dia, sendo possível passar ao papel, as coisas da vida que muitas vezes não ganham evidência. Em seus livros o poeta sempre traz a temática voltada aos desafios e problemas da periferia, e neste que totaliza o seu 8°, não será diferente.

Em 2009, a Revista Época, o elegeu como umas das 100 pessoas mais influentes do Brasil. Vaz já teve inclusive participações em grandes exposições de fotos e documentários de grande repercussão.

Morador de Taboão, ele escolheu a cidade para realizar o lançamento de seu livro. “Este livro é uma homenagem ao povo da periferia, essa flor da humanidade que habita as casa de alvenaria. É uma forma de agradecer tudo que a periferia representa pra mim” contou Sérgio. De casa cheia o poeta recebeu centenas de pessoas, entre elas poetas, rappers e políticos como os prefeitos de São Paulo e Taboão da Serra, Fernando Haddad e Fernando Fernandes.
Em suas 177 páginas, o livro traz 46 contos e uma série de pequenas poesias. Em seu prefácio as palavras são do cantor Chico César. “Corpos negros sangram nas calçadas, e enquanto o asfalto trama o fim da paz, o sangue dos famintos escorre surdo, no rap triste e nas filas dos hospitais”. Diz um trecho da poesia que da nome ao livro. Sérgio que é conhecido como poeta da periferia, mais uma vez retrata em sua poesia a realidade de quem vive nas bordas das cidades.

O livro “Flores de Alvenaria” do poeta Sérgio Vaz está disponível nas livrarias Cultura e Saraiva.  Foto: Divulgação
O livro “Flores de Alvenaria” do poeta Sérgio Vaz está disponível nas livrarias Cultura e Saraiva.
Foto: Divulgação

“Nesse oitavo livro eu queria escrever para a periferia. Eu falo sobre drogas, racismo, sexo e amor. É o livro que eu quero que o feirante leia. O cobrador leia, o estudante leia, o professor leia. Eu quero popularizar a poesia. Fiz o livro para o povo”, explicou Vaz.

“Sérgio Vaz é um cidadão do mundo. O exemplo que ele dá com o trabalho dele na Cooperifa, com os saraus, ganhou o Brasil inteiro. As pessoas veem nele uma referência na cultura periférica, veem nele um empreendedor cultural que dá muitas chances para novos talentos surgirem. Produz cultura e tem uma dimensão autoral no que ele faz e é muito importante registrar”, disse Haddad.

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