Perueiros param Taboão

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Cansados de tentarem acordo com os vereadores, os perueiros resolveram parar a cidade na quarta-feira, dia 05 de novembro. Cerca de 150 perueiros param a BR-116 no sentido capital por duas horas. Logo após, inverteram o sentido e bloquearam novamente a rodovia.

DA REDAÇÃO – Cansados de tentarem acordo com os vereadores, os perueiros resolveram parar a cidade na quarta-feira, dia 05 de novembro. Cerca de 150 perueiros pararam a BR-116 no sentido capital por duas horas, e logo após, inverteram o sentido e bloquearam a rodovia por mais um período. “É um movimento pacífico e ordeiro, Não queremos que a população fique prejudicada”, disse um perueiro que estava organizando o bloqueio. No mesmo momento, o outro grupo estava na porta da prefeitura querendo uma ação do prefeito Fernando Fernandes. Depois os perueiros liberaram a rodovia e travaram a Praça Miguel Ortega. Houve tumulto e a prefeitura ficou sitiada durante todo o dia, Só após a reunião com o prefeito que os perueiros liberaram a praça e foram para casa. Isso aconteceu por volta das 18 horas. “Conseguimos a promessa do prefeito Fernando Fernandes de que as reivindicações serão analisadas e a solução está mais perto. Foi um avanço na nossa luta”, afirmou Juvenal, perueiro que fazia parte da comissão que falou com o prefeito durante duas horas. O prefeito confirmou sua boa vontade depois em entrevista para a reportagem.

O impasse
Des do começo do ano, os perueiros vêm buscando soluções para melhorar a qualidade de trabalho da categoria. “A luta, agora está organizada e vamos conseguir o nosso espaço. Os vereadores não têm competência para cuidar do caso, por isso queremos falar com o prefeito”, disse Luís Tucano, um dos líderes dos perueiros. As Vans carregam cerca de 35 mil passageiros por dia em 100 veículos circulando pela cidade em sistema de rodízio (são 147 perueiros cadastrados na prefeitura Municipal e apenas 100 podem circular por dia, então eles fazem um revezamento). As reivindicações dos perueiros são: liberação do corredor principal; preposto; liberar o rodízio para que todos possam trabalhar 28 dias. Mas, a maior queixa dos motoristas são os marronzinhos. Segundo eles, existe uma perseguição dos fiscais de trânsito da Secretaria de Transportes do município. “Estamos sendo perseguidos por essas pessoas que multam sem mais nem menos, eles multam por causa de um passageiro que jogou papel de bala pela janela”, desabafou o perueiro Juvenal, e ainda mostrou para a equipe de reportagem o relatório de multas do Ciretran de Taboão.
Essas reivindicações vêm de longe, O autor da Lei é o executivo municipal, mas não incluiu o preposto que serviria como segundo motorista, no corredor principal só pode passar os ônibus circulares que têm a concessão para usar; a limitação dos veículos em circulação é outra questão. O vereador José Luís Elói, presidente da Câmara que acompanhou a ação dos perueiros desde o início, apresentou uma Emenda no Projeto, que na última sessão, a Comissão de Transportes da Câmara deu parecer contrário, por ser inconstitucional. Foi à gota d’água.

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