Ônibus é incendiado após morte de adolescente de 16 anos em Taboão da Serra

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Ônibus  queimando após o assassinato do adolescente. - Foto: Foto: Thiago Neme | Gazeta SP
Ônibus queimando após o assassinato do adolescente. – Foto: Foto: Thiago Neme | Gazeta SP

Um ônibus foi incendiado na noite de domingo, 24, na estrada Tenente José Maria da Cunha, no Jardim Panorama, em Taboão da Serra. Segundo informações da Polícia Militar, homens invadiram o coletivo e pediram para que todos deixassem o veículo.  Em seguida, os suspeitos atearam fogo no ônibus, que foi inteiramente consumido pelas chamas.

Segundo a PM, ninguém se feriu no incêndio. Nenhum dos suspeitos foi detido até a manhã de segunda-feira, 25. O atentado ao coletivo teria sido uma manifestação após a morte de um adolescente de 16 anos em um confronto com policiais na região. Em outras partes da cidade, ônibus foram apedrejados, mas segundo a polícia foram ações isoladas. A PM aumentou o efetivo na região, diversas viaturas da Força Tática fizeram blitz e revistaram moradores que estavam em bares e pararam motos e veículos suspeitos. A Polícia Militar não quis se pronunciar oficialmente.O caso é investigado pela Delegacia de Taboão da Serra.

 

Assassinato

Existem três versões para a morte do rapaz. A Polícia Civil irá começar a investigar o assassinato ainda nesta semana.

A primeira seria a de dois policiais que falaram para o portal de notícias O taboanense. Segundo eleshouve troca de tiros entre os menores e os policiais que fizeram a abordagem, mas não quiseram entrar em detalhes sobre a ocorrência.

A segunda do comando da polícia. De acordo com o capitão Rogério Lemos de Toledo, os policiais envolvidos na abordagem de Vitor e do amigo Gustavo, que estavam dirigindo uma moto, disseram que durante a ação um dos adolescentes estaria portando uma arma de brinquedo. Os policiais teriam contado que o jovem teria ”sacado” em direção a eles.

A terceira, pessoas que presenciaram a morte do jovem disseram que Vitor com outro menor de idade estava em uma moto quando foram abordados por policiais da Rocam e não viram a suposta arma de brinquedo.

O policial militar integrante da Rocam acusado de disparar dois tiros contra a cabeça do adolescente foi levado para o presídio Romão Gomes onde deverá permanecer. Ele será indiciado por homicídio doloso. A identidade dele está sendo preservada. A moto que ele usava para trabalhar está detida.

Moradores da região onde ocorreu o crime prometem realizar manifestações na cidade. Nas imediações do local do crime é comum ouvir frases como “isso não vai ficar barato” ou “vai ter troco”. Também se fala em “sete dias de terror” pela morte do rapaz.

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