Obras do Metrô para Taboão da Serra estão atrasadas

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Alckmin afirmou que pode reincidir contrato com consórcio responsável até final de fevereiro

Estação Vila Sônia: Karen Santiago / blog A Notícia em Questão!
Estação Vila Sônia: Karen Santiago / blog A Notícia em Questão!
As obras na estação Vila Sônia, linha 4 – Amarela do Metrô, localizada nas Avenidas Eliseu de Almeida e Francisco Morato, deveriam ser entregues em 2009, porém o jornal “Hoje em Notícias” apurou que houve redução no número de funcionários e que o ritmo das obras está bastante lento.
Apesar disso, homens que trabalham na futura estação, esclarecem que estão no canteiro de obra de segunda a sexta. Mas, afirmam que não há prazo de entrega definido, “cada um fala uma coisa e falta muito ainda, inclusive fazer a perfuração até Taboão da Serra”, frisam. Os funcionários relataram ainda que houve erro no projeto que precisou ser refeito mais de uma vez.

Alckimin pode cancelar contrato
Na última quinta-feira 19, o governador Geraldo Alckmin afirmou que pode reincidir o contrato com o consórcio Isolux Corsan-Corvian responsável pelas obras. Segundo Alckmin, a rescisão só depende de reunião com o Banco Mundial, financiador da obra. Ainda de acordo com o governador, multas também serão aplicadas.

Nota oficial do Metrô
O Metrô, por meio de nota oficial pontuou que não houve erro no projeto. “O consórcio Corsan-Corvian recebeu do Metrô todos os projetos executivos necessários ao prosseguimento regular da obra. A eventual inclusão de novos serviços é processada de acordo com as regras do contrato e do órgão financiador da obra (JBIC/BIRD)”.
Ainda em nota, o Metrô afirma que já acionou o consórcio responsável pelas obras “Corsan-Corvian” pela redução do número de funcionários e do ritmo das obras da Linha 4-Amarela. A companhia também já iniciou os processos administrativos cabíveis contra o consórcio e outras sanções previstas em contrato serão aplicadas, caso o ritmo das obras não seja retomado.
Por fim ressaltou que o JBIC/BIRD, que financia a obra, já foi notificado pelo Metrô sobre a situação. “Cabe esclarecer que os pagamentos feitos pelo Metrô são referentes a serviços efetivamente executados pelo consórcio contratado por licitação. E os pagamentos das subcontratadas da obra não são de responsabilidade da Companhia”, detalha.

Promessas

Ex-secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes disse, em 2012, durante uma reunião para quase 100 pessoas no pátio de manobras da Vila Sônia.
Ex-secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes disse, em 2012, durante uma reunião para quase 100 pessoas no pátio de manobras da Vila Sônia.
O governador Geraldo Alckmin garantiu a extensão da linha 4 do Metrô até Taboão da Serra durante um evento no Cemur, em 2013.
Alckmin disse que o Governo do Estado “corre” com o projeto básico e com o funcional para abrir a licitação para o início das obras que trará o Metrô até Taboão da Serra, levando pela primeira vez a rede metroviária para outra cidade, além de São Paulo.
O governador não precisou uma data para a chegada do Metrô em Taboão da Serra, mas disse que a extensão está garantida nos planos do Governo do Estado. “Estamos correndo com projeto básico e com o projeto funcional para prolongar a linha 4 até Taboão da Serra. Pela primeira vez o Metrô vai sair de São Paulo, e vai ter mais duas estações, uma próximo da divisa e outra perto do Shopping, então vamos ter mais duas estações”.
O prefeito Fernando Fernandes disse a impressa na época que vinha mantendo constantes reuniões com representantes do Metrô. “Existe algumas questões técnicas para que se possa definir o local as estações, mas eles estão trabalhando nos projeto básico e no funcional, que é obrigatório antes de abrir a licitação”.
A deputada Analice Fernandes também afirmou que o Metrô vem trabalhando na expansão da linha 4 até Taboão da Serra. “Já tivemos várias reuniões com a secretaria de Transporte e estamos acompanhando de perto, os projetos estão bem encaminhados e Taboão da Serra será contemplada com o Metrô”, disse.
Em 2012, o então secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes disse que o metrô viria em 2017. A informação foi dada para quase 100 pessoas no pátio de manobras da Vila Sônia. Entre os participantes estavam Fernando Fernandes, a deputada Analice Fernandes, os vereadores na época: Olívio Nóbrega e Aparecido Alves. “Já passamos do sonho para o planejamento. Eu diria, para não me chamarem de mentiroso, que é melhor falar em 2017, no primeiro semestre. Até dá para ser em 2016, se a gente conseguir os contratos rápidos, mas 2017 é certeza”, garantiu Jurandir Fernandes.

Superfaturamento das obras
Ao analisar documentação e depoimentos colhidos, integrantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Ministério Público se surpreenderam com a quantidade de irregularidades encontradas nos acordos feitos entre os governos tucanos de São Paulo e as companhias encarregadas da manutenção e aquisição de trens e da construção das linhas. Segundo a investigação, o cartel superfaturou cada obra em 30%. Ou seja, de cada dez reais desembolsados com o dinheiro arrecadado dos impostos, os governantes tucanos jogaram nos trilhos três reais. Foram analisados 16 contratos correspondentes a seis projetos. Segundo o MP e o Cade, somente nesses negócios, os prejuízos aos cofres públicos chegaram a 425,1 milhões de reais.

Ministério Público
Em maio de 2014, o Ministério Público de São Paulo demandou indenização de R$ 2,5 bilhões para as empresas acusadas por formação de cartel e superfaturamento de contratos para reformas de 98 trens no metrô de São Paulo.
O promotor Marcelo Milani pediu a dissolução das empresas que teriam participado do suposto cartel, a quebra dos sigilos fiscal e bancário das empresas e dos ex-diretores do Metrô, e a indenização.
O PSDB de São Paulo declarou que é favorável às investigações e que espera que elas sejam estendidas aos contratos de outros estados e do governo federal.

Metrô Taboão: “E a DATA vai para…”
Por Rodrigo Cesar*
A nova data não foi divulgada. Mas o fato é que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou, no último dia 19, que rescindirá o contrato com o consórcio responsável pelas obras da linha 4 – amarela do metrô.
O motivo foi a falta de equipamentos e obras “totalmente sem insumo”, segundo Alckmin.
Se tudo acontecer conforme o planejado, após todo o novo processo licitatório e a retomada das obras, a previsão é de que as estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire sejam entregues em 2016. São Paulo-Morumbi, em 2017. Vila Sônia, em 2018.
Não foi divulgada previsão para Taboão da Serra, o que, provavelmente, será motivo para novas promessas de alguns candidatos exatamente em 2018, ano de Eleições.
Sendo assim, vamos aguardar com “ansiedade” mais um anúncio dos grandes atores do filme “Metrô Taboão”.

*Rodrigo Cesar é jornalista profissional.

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