MTST sairá da mata do Roque Valente, em Embu das Artes

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O representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, informou que as famílias que estão acampadas no terreno localizado entre os bairros do Pirajuçara e Santa Teresa, conhecido como Mata do Roque Valente, em Embu das Artes, desocuparão o local ainda neste mês.  A informação foi confirmada pelo líder do movimento popular na região no ato que bloqueou a Rodovia Regis Bittencourt, na última quinta-feira, dia 11 de julho.

Bandeira do movimento é hasteada na alça do Rodoanel Mário Covas, no município de Embu, em protesto contra preço de aluguéis no país - Foto A.O
Bandeira do movimento é hasteada na alça do Rodoanel Mário Covas, no município de Embu, em protesto contra preço de aluguéis no país – Foto A.O

De acordo com Boulos o acordo para a saída de cerca de 1200 famílias do local era a captação de 500 famílias por programas sociais, como a Bolsa Aluguel. A exigência, segundo Boulos, foi cumprida pelos governos do Estado e municipal.

Segundo Guilherme, o movimento se retira ainda nesse mês de julho da área com um aceno por parte do Governo do Estado na construção de 1200 apartamentos no terreno que congrega uma área verde de cerca de 500 m².

“Nós firmamos um acordo com o próprio governador para a construção do Parque e das moradias. Essa era a condição que faltava para que a gente pudesse viabilizar a saída. As bolsas aluguéis já estão começando a ser implementadas. A perspectiva é que a gente saia ainda esse mês”, disse.

A viabilização do local que concentra um dos maiores redutos de área verde na periferia do município ainda depende de um acordo judicial. O processo que corre em justiça não permite a destinação da área para a construção de moradias populares e ambientalistas temem que construções possam comprometer a área verde, mesmo com a proposta da implementação de um parque na região.

“Ainda existe um problema judicial, mas que é uma decisão do governador e nós estamos costurando um acordo com os ambientalistas que estão com a ação judicial com o próprio desembargador. Porque, se a questão deles é o Parque Ecológico vai ter e vai ser implementado, o que não dá é para a área ficar como está, abandonada, não resolvendo nem o nosso problema nem o deles. Garantir Parque e Moradia é uma solução adequada para todos”, completou Guilherme Boulos.

*Alexandre Oliveira

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