MTST bloqueia BR 116 em protesto contra valor abusivo de aluguéis no país

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Movimento exige mudanças na Lei do Inquilinato para que se tenha maior controle dos preços de locações dos imóveis urbanos

Manifestantes do MTST bloqueiam Regis Bittencourt em protesto contra alta de preço de aluguéis no país - Foto Alexandre Oliveira.
Manifestantes do MTST bloqueiam Régis Bittencourt em protesto contra alta de preço de aluguéis no país – Foto: Alexandre Oliveira/Hoje

Alexandre Oliveira
HOJE em Embu das Artes

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) bloqueou as duas pistas da rodovia Régis Bittencourt, nesta quinta-feira, dia 11 de julho, próximo a alça de acesso ao Rodoanel Mário Covas, no município de Embu das Artes. Com bandeiras e faixas, cerca de 2 mil manifestantes incendiaram madeira e pneus na altura do km 279 tanto no sentido do Sul do país quanto no da capital paulista, além de causar a interdição de vias laterais à estrada.

Com uma pauta de reivindicações extensa, os trabalhadores exigem do governo federal uma nova Lei do Inquilinato. Guilherme Boulos, líder do MTST, disse que é necessário que seja encaminhada ao Congresso uma legislação para combater o valor abuso dos aluguéis no país. “É preciso que o governo federal mande uma lei para o Congresso Nacional para que haja um controle dos aluguéis, uma nova Lei do Inquilinato no Brasil, controlando despejos também. Isso é neste momento uma pauta essencial para os trabalhadores que estão sofrendo os efeitos de especulação imobiliária nas periferias das grandes cidades brasileiras”, declarou.

Boulos informou que o movimento foi recebido há duas semanas para tratar do tema e outros assuntos. “Ela [a presidente Dilma Rousseff] nos deu cafezinho, mas nenhuma das nossas pautas foram atendidas. Uma reunião para inglês ver. Por isso, o movimento vai continuar nas ruas enquanto não houver respostas para a pauta dos direitos dos trabalhadores da periferia das grandes cidades brasileiras”, afirmou.

A manifestação, que se iniciou por volta das 18h, foi pacífica até o final, às 20h. Segundo os líderes do MTST que estavam no local contendo os manifestantes para um protesto sem confronto, três incidentes, porém, marcaram o ato. O mais grave foi um atropelamento na via lateral da BR que dá acesso aos complexos industriais da região. Um casal de idosos foi atropelado por um motorista de uma Brasília que não atendeu a ordem de reduzir e avançou na direção dos manifestantes.

O senhor chamado Izaias (sobrenome não informado) teve apenas pequenas escoriações. A senhora que o acompanhava, e não foi identificada, acabou se chocando contra o para-brisa do automóvel e ficou em pior estado. De acordo com um policial federal que a socorreu, a mulher estava com muita dor na perna e com suspeita de ter fraturado o pé. Um resgate móvel foi chamado para atender a ocorrência.

Foto Alexandre Oliveira
Foto: Alexandre Oliveira/Hoje

Em outro incidente, um motorista de uma Kombi (estilo carroceria) que estava ajudando os manifestantes, trazendo objetos para serem queimados na estrada, foi preso, e os manifestantes cercaram os policiais pedindo a soltura do homem. Com o tumulto, que aconteceu na estrada Demayo, os policiais acabaram soltando o motorista, e os ânimos se acalmaram.

O terceiro momento de tensão envolveu ação de contenção da Polícia Militar sobre uma das alças do Rodoanel. PMs teriam jogado três bombas de efeito moral em manifestantes que tentavam hastear uma bandeira do movimento sobre uma dos acessos do anel viário. Uma das bombas acabou caindo sobre a BR e explodiu no canteiro central, próximo a jornalistas e sem-teto. Boulos repudiou a ação.

Após duas horas de paralisação da BR-116 que causou, segundo a Polícia Rodoviária Federal, 5 quilômetros de congestionamento no sentido capital e 3 quilômetros no sentido sul do país, os manifestantes deixaram a rodovia sem resistência ou repressão por parte da PM, que passou a observar o movimento a distância.

Veja mais imagens do protesto

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