Mortes na maternidade do Antena apresentam novos fatos e apontam para erro médico

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Um ano de SPDM na gestão da Emergência e Urgência em Taboão e o saldo é desastroso
Mortes por possíveis erros médicos e uma população refém de monopólio na rede de saúde municipal. A Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM completou nesse domingo, 02, Dia de Finados, um ano de contrato de gestão da saúde emergencial na cidade. Documentos obtidos com exclusividade pelo Jornal Hoje mostram que a organização Social de Saúde está escondendo fatos que podem esclarecer as mortes ocorridas em agosto e setembro e uma sucessão de possíveis erros nos procedimentos

Relatório Médico assinado pelo médico da SPDM, Dr. Pedro Luiz Simomoto sobre o procedimento feito com Adriana no Antena
Relatório Médico assinado pelo médico da SPDM, Dr. Pedro Luiz Simomoto sobre o procedimento feito com Adriana no Antena
Documentos obtidos com exclusividade pelo Jornal Hoje revela que as mortes ocorridas na Maternidade Municipal de Taboão da Serra nos meses de agosto e setembro houve falhas de procedimento médico.
O Relatório Médico assinado pelo Dr. Pedro Luiz Simomoto sobre o procedimento feito com Adriana Maria de Andrade, de 37 anos, morta em primeiro de setembro, no Antena mostra que o parto cesárea teria que ser feito de imediato. O feto apresentava vida e Adriana perdia liquido. Os médicos chegaram a pedir a transferência para o Hospital Geral de Pirajuçara – HGP, mas não obtiveram retorno. Segundo o relatório, Adriana chegou às quatro horas da manhã, no Antena com a pressão alta e com perda de líquido desde às três horas. Depois de duas horas de espera a equipe médica optou por parto normal.
De acordo com o relatório, houve um procedimento da distócia de ombro (quebra da cravícula para a passagem do feto). Não conseguindo, os médicos optaram para o parto cesariana, às 6h30m.
O jornal Hoje ouviu médicos especialistas para comentar o relatório e de acordo com o Dr. Francisco Tadao Nakano, nesse caso a cesariana teria que ser imediata. “Veja o quadro da paciente chegou com aumento da pressão arterial e perda de líquido e pelo tamanho do feto, não seria outro procedimento senão a cesárea”, concluiu o médico.
Outro quadro intrigante foi as presenças do diretor da SPDM, Jorge Salomão e da secretária municipal de Saúde Raquel Zaicanner. Eles teriam acompanhado todo o procedimento, Jorge Salomão assinou o recolhimento do corpo de Adriana para o IML. A secretária chegou a dizer em Audiência Pública, na Câmara Municipal que informou a morte de Adriana para seu marido Anderson Melo. Em nenhum momento, o relatório médico apontou que Adriana era diabética.

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