Moradores do Centro fazem pelo segundo ano consecutivo protesto na Câmara de Taboão cobrando fim das enchentes

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Representando 134 famílias, os munícipes José Alves e Eliana Manetta fizeram duras críticas aos vereadores e ao prefeito Fernando Fernandes pelo atraso das obras de canalização do córrego Poá, que em menos de 60 dias castigou os moradores do Centro de Taboão com cinco grandes enchentes e uma pessoa morreu arrastada pela enxurrada

Eliana Manetta e José Alves Filho durante uso da tribuna popular disseram que obras foram retomadas e depois pararam de novo com a desculpa da desapropriação
Eliana Manetta e José Alves Filho durante uso da tribuna popular disseram que obras foram retomadas e depois pararam de novo com a desculpa da desapropriação
“Quantas mortes mais serão necessárias?”, este foi o questionamento feito pelo munícipe José Alves Filho quando iniciou sua fala na Tribuna Popular durante o início da sessão na Câmara Municipal de Taboão da Serra, na terça-feira, 23. Alves e Eliana Manetta foram às vozes das mais de 134 famílias que moram na região central e que nos últimos 60 dias sofreram com cinco grandes enchentes ocorridos por causa do atraso na conclusão da obra do Córrego Poá. Em menos de um ano, duas pessoas perderam a vida arrastadas pelas enxurradas.

O grupo de moradores também esteve na Casa de Leis taboanense cobrando providências em março de 2015, foi realizada audiência pública para explicar a demora das obras e cerca de um ano depois, a prefeitura continua culpando erros da gestão anterior e diz que aguardava ordem judicial para casas serem demolidas. Eliana Manetta contestou em sua página no facebook, A Voz de Taboão da Serra, dizendo que as casas já foram demolidas há algum tempo.

O vereador que preside a Comissão de Obras, Eduardo Lopes (PSDB) leu nota enviada pelo secretário de Obras e agendou nova audiência para o próximo dia 10 de março, porém o prefeito atenderá uma comissão de moradores antes da reunião para “tentar” explicar os motivos do atraso da obra que tinha sido prometida em junho do ano passado que seria entregue no início deste ano. Fernandes prometeu novo prazo, 45 dias, mas moradores duvidam que data de conclusão será cumprida.

O debate tomou conta de boa parte de sessão e os vereadores tentaram rebater as duras críticas feitas pelos moradores. Dentre os parlamentares, Marcos Paulo (PROS), o Paulinho acabou batendo boca com Eliana Manetta desclassificando o movimento dizendo ser de cunho “político”. Manetta ficou muito nervosa com a colocação do vereador e esbravejou que não iria ficar calada. “Vocês tiveram três anos para falar, agora o direito aqui é nosso”!

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