Merendeiras reclamam de atrasos de pagamentos e decretam greve

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Paralisação é motivada por atraso de pagamentos. Dirigente Regional afirma que crianças não ficarão sem merenda

Merendeiras das escolas estaduais e representantes do SindRefeições reclamam de atraso de pagamentos e outros benefícios
Merendeiras das escolas estaduais e representantes do SindRefeições reclamam de atraso de pagamentos e outros benefícios

As merendeiras das escolas da rede estadual de ensino de Taboão da Serra decretaram greve na manhã desta segunda-feira (17). Segundo o Sindicato, SindRefeições, a paralisação é motivada contra a empresa terceirizada, Moura & Moura, Cozinha Industrial Ltda, por atrasos no pagamento de salários, vales refeição/alimentação, vale transporte, ausência de plano de saúde e falta de depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e nem do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Das 27 escolas estaduais de Taboão da Serra, funcionárias de 10 unidades escolares estavam presentes hoje em frente a galpão utilizado pelas nutricionistas da empresa e depois se deslocaram para a Diretoria de Ensino, no centro de Taboão da Serra. A empresa é responsável por 18 escolas.

O merendeiro Renato Rodrigues diz que o problema já dura mais de 3 meses. “Esse mês, o pagamento que teria que ter sido feito no dia 02 de maio só feito no dia 15. É aluguel que a gente paga atrasado, a maioria aqui tem filho, enfim acabamos pagando juros de todas as nossas contas e a empresa nunca nos ressarci, temos direito e vamos cobrar”, ressaltou.

Valquiria Andreozzi foi uma das funcionárias que ainda nem conseguiu receber. “Hoje já é dia 18 e nada foi depositado. Eu tive até que trancar a faculdade de pedagogia que estava fazendo, pois todo mês é a mesma coisa, sofremos até duas semanas para receber”, relatou.
Em entrevista ao Jornal Hoje em notícias, José Carlos Yoshioka, diretor de Relações Trabalhistas do Sindicato dos Trabalhadores em Refeições Coletivas de São Paulo (SindiRefeições/SP) contou que a empresa Moura & Moura desde o início da contratação realizada em 29 de outubro de 2013 está descumprindo normas das convenções coletivas do sindicato. “Eles [Moura &Moura] pagam quando eles querem, atraso nos salários, vale transportes, vale alimentação, desconta dos trabalhadores o INSS e não repassa, muitas tiraram extrato e não há registro de depósito do FGTS. Eles nos alegaram que a Secretaria atrasa o repasse, mas em reunião com a Diretoria de Ensino foi dito que o pagamento está em dia”, disse.

O Sindicato luta para que seja trocada a empresa terceirizada e que as pendências sejam regularizadas. “O presidente da Moura & Moura esteve presente aqui na Diretoria de Ensino para nos atender, mas não ficamos convencidos, pois anteriormente, fizemos uma reunião com ele no dia 18 de março, já se passaram 60 dias e a situação é a mesma. Por isso, amanhã [terça-feira, 19] voltaremos aqui até ele comprovar os depósitos do INSS e FGTS”, informou José Carlos.

Dirigente afirma que alunos não ficarão sem merenda
A dirigente regional de ensino e Taboão da Serra, Maria das Mêrces Martins Bighetti afirmou que os repasses feitos para a empresa Moura & Moura estão em dia. “Estamos com todas as notas em dia. Notificamos a empresa sobre o problema de atrasos em março, abril e maio”, informou.

Mercês afirmou que um novo processo de licitação está em andamento e que não irão continuar com a empresa que terá o contrato encerrado em julho. “Essa empresa não tem condições de continuar nos atendendo”, justificou.
A dirigente também afirmou ao Jornal Hoje em notícias que os alunos não ficarão sem merenda durante a paralisação. “Nenhum aluno nosso ficará sem merenda nesse período. Estamos oferecendo merenda que não necessita de cozimento, frutas, barra de cereal, sucos. São três refeições servidas”, contou.

Empresa diz que vai verificar com contador
O presidente da empresa Moura & Moura Cozinha Industrial Ltda, Vicente Moura, respondeu ao Jornal Hoje em notícias que todos os depósitos de FGTS e INSS serão verificados pelo contador da empresa, mas que até o fim do contrato, vai acertar com todos os funcionários.
Sobre o possível atraso no repasse da Secretaria, Moura não quis responder e também não informou o valor do contrato.

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