Justiça voltará a ouvir testemunhas da fraude do IPTU em Janeiro de 2014

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A expectativa era os depoimentos do ex-prefeito Evilásio Farias e do ex-vereador Paulo de Souza Félix. Mas, eles não compareceram.

O Fórum de Taboão da Serra voltou a ser o foco das atenções no município. Mais uma vez, testemunhas foram ouvidas sobre o caso de Fraude no IPTU da cidade. 26 réus são acusados de participação na fraude. Na quinta-feira, 31, a Justiça ouviu novas testemunhas de defesa. A expectativa estava por conta das testemunhas, o ex-vereador Paulo Félix e o ex-prefeito Evilásio Farias que não compareceram para depor.
O juiz Guilherme Alves Lamas marcou uma nova audiência para 21 de janeiro de 2014, onde serão ouvidas as testemunhas que não receberam a notificação, entre elas estão o ex-prefeito Evilásio Farias e o ex-vereador Paulo Félix. No próximo dia 2 de dezembro, a perícia técnica irá até a empresa Conam, empresa que fornece o sistema que gerencia a dívida ativa da prefeitura.
O passo seguinte será colher os depoimentos que serão prestados por meio de carta precatória. Logo depois disso os advogados terão tempo para se pronunciar antes da fase seguinte do julgamento.
A audiência desta quinta-feira começou por volta de 10h40 da manhã. Todos os réus e advogados compareceram. O processo é um dos mais longos e certamente o mais complicado da história de Taboão da Serra. Nasceu a partir da realização da operação Cleptocracia, deflagrada pela polícia civil em 2011, que levou à prisão de 26 acusados entre vereadores, secretários municipais, servidores e ex-servidores públicos.

Entenda o caso
No dia 3 de maio de 2011 Taboão da Serra viveu o maior escândalo político da história. O esquema fraudulento de baixas na dívida ativa do município foi descoberto pela Polícia Civil e resultou na prisão de 26 pessoas, entre eles quatro vereadores, três secretários municipais, funcionários e ex-funcionários da prefeitura. Devido ao escândalo a cidade foi destaque negativo em todo o país. O caso ainda esta em julgamento, eles são acusados de desviram cerca de R$ 10 milhões dos cofres públicos.
O esquema que fraudava os cofres públicos começou a ser descoberto no dia 18 de março, com a prisão em flagrante do então funcionário público Márcio Carra. Ele baixava indevidamente impostos que estavam na dívida ativa em troca de propina. A investigação da Polícia Civil levou a descoberta de uma quadrilha que operava o esquema.
No dia 3 de maio, numa cena cinematográfica, policias civis da Seccional de Taboão da Serra foram até a Câmara Municipal e prenderam três vereadores. Outras oito pessoas foram presas nos dias seguintes. Um mês depois mais 15 pessoas foram presas, incluindo mais um vereador e três secretários municipais.
Alguns dos acusados ficaram presos por cerca de 90 dias, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu Habeas Corpus aos envolvidos mediante pagamento de fiança no valor de R$ 27 mil.
Em agosto de 2011 teve inicio o julgamento, apenas as testemunhas de acusação foram ouvidas nessa primeira parte. Em janeiro de 2012 as audiências foram suspensas. A justiça atendeu a um pedido dos advogados do ex-secretário de Governo, Luiz Antônio de Lima, sob a alegação de suposta falta de documentos nos auto.
A Câmara Municipal instaurou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), após várias oitivas o relatório final foi arquivado, sem ser votado pela comissão.

Policial morto
Uma reviravolta aconteceu no dia 8 de março de 2012, quando o policial acabou cometendo suicídio, com um tiro no peito, em um banheiro de um café, na Cidade Jardim, em São Paulo. O caso ainda levanta suspeitas, um laudo pericial aponta para homicídio.
Ivan era considerado peça-chave no julgamento dos acusados, com sua morte a acusação perdeu a principal testemunha.
Durante a operação Cleptocracia, a Polícia Civil divulgou diversos relatórios de investigações paralelas que foram desencadeadas após a apreensão de documentos na prefeitura e na casa dos acusados. O principal nome das investigações era o policial Ivan Jerônimo.

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