Henrique Matthiesen: O golpe foi contra o trabalhismo

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O golpe foi contra o trabalhismo

Foto DivulgaçãoQuando os golpistas militares e civis concretizaram sua ação na derrubada do governo Constitucional de João Goulart há 50 anos eles tinham como grande desígnio de apear do poder central brasileiro a concepção do ideário trabalhista.
O grande inimigo da direita Brasileira e das nossas elites, sempre fora o Trabalhismo, ao qual os setores mais conservadores e retrógrados nutriram e nutrem até hoje verdadeira aversão e ódio.
Essa corrente de pensamento sempre foi a pedra no caminho destes setores que não aceitam a emancipação do trabalhador, não compreendem o significado de Soberania Nacional, e não concordam com o nosso desenvolvimento pátrio.
O trabalhismo pátrio vem de longe como um fio condutor da história que teve na Revolução de 30 o seu líder Getulio Vargas que rompera com a política oligarca de privilégios elitistas.
Foi o Trabalhismo que mudou a historia do Brasil, que reconheceu o direito da mulher votar e ser votada, que impulsionou e garantiu a organização sindical, que consolidou as leis trabalhistas, que emancipou o trabalhador Brasileiro como um cidadão de direitos e deveres.
Nossa industrialização, a instituição da Petrobras, da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), a Vale do Rio Doce, entre tantas outras indústrias de base, só foram possíveis com os governos Trabalhistas.
O Brasil conheceu pela primeira vez o conceito de país Soberano por meio do trabalhismo e por isso foi perseguido, marginalizado e combatido.
Os mesmos algozes que deram o Golpe de Estado contra Jango levaram Getúlio Vargas ao suicídio, que revoltou a população Brasileira e impediu assim o Golpe que tentaram impetrar contra Vargas.
Como também foram os mesmo que tentaram impedir João Goulart de tomar posse, e mais uma vez foram impedidos pela heroica Campanha da Legalidade liderada por Leonel Brizola.
Entretanto, em 1964 conseguiram com apoio incondicional do Governo norte-americano, e com apoio significativo de setores conservadores da igreja e das elites, concretizarem o golpe.
Jango caiu não porque era comunista ou corrupto, mas por que era herdeiro do trabalhismo, e queria continuar a reformar o Brasil com uma proposta modernizante e libertária com as Reformas de Base ainda hoje necessárias.
Vítima das mais perversas e nefastas conspirações, o trabalhismo pátrio resistiu ao golpe de 1964, e melhor ainda, continua atuante na defesa da Soberania Nacional, pela Educação de Tempo Integral Libertária, e pelas Reformas de Base.
Aos mortos, desaparecidos e mutilados pela ditadura que durou 20 anos, o trabalhismo continua honrando suas lutas, mantendo-se coerente ao seu ideário por um Brasil verdadeiramente Brasileiro.

Henrique Matthiesen é Bacharel em direto

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