Funcionário concursado da Usina é expulso do plenário da Câmara a pedido do vereador Marco Porta

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Por Renata Gomes

O funcionário concursado Kleber Monte, conhecido como “Cabelo” foi expulso do plenário da Câmara Municipal de Taboão da Serra durante a sessão realizada na terça-feira, 09, por se manifestar contra o discurso do vereador Marco Porta (PRB) que solicitou ao presidente da casa, vereador José Aparecido Alves, Cido da Yá-Farma, que tomasse a providência. Cabelo presta serviços para a secretaria de Obras e Manutenção, local conhecido pelo funcionalismo como Usina.

O presidente chamou a Guarda Civil Municipal (GCM) para retirar o servidor do plenário. A ação foi vaiada e os demais servidores públicos que estavam na Câmara para fazer reivindicações acompanharam o colega e saíram do plenário.

Vereador Marco Porta  pediu a expulsão do funcionário público durante a sessão de terça-feira, 09. FOTO: Cynthia Gonçalves/CMTS
Vereador Marco Porta pediu a expulsão do funcionário público durante a sessão de terça-feira, 09. FOTO: Cynthia Gonçalves/CMTS

Há várias sessões, outros vereadores também tiveram problemas com a manifestação da plateia, principalmente os da oposição Luiz Lune (PCdoB), Luzia Aprígio (PSB), e professor Moreira (PT), mas, pela primeira vez, o presidente teve uma ação mais enérgica com a expulsão do servidor.
Cido disse na Tribuna que já havia avisado sobre a medida na sessão da semana passada. “Deixei claro que não vou deixar mais acontecer “excessos”, tem que se haver respeito, nenhum tipo de desacato será tolerado”, falou.

A professora Sandra Fortes, alvo do ataque do vereador Marco Porta que fez o servidor Kleber se manifestar, disse que esse comportamento do parlamentar é repudiado pelos servidores. Sandra, que faz parte da Associação dos Trabalhadores da Prefeitura, Autarquia e Câmara Municipal (ATRASPACTS) recebeu punição de 60 dias com corte de salário motivado pela greve feita pelo funcionalismo em junho de 2014. “Ele tem algum problema com o funcionalismo público. Sempre tenta nos desqualificar, nos atacar, não sei qual o problema. Achamos um absurdo, ele é de um cínico, como pode mandar sair um funcionário que está reivindicando seus direitos? É mais uma ação desse governo truculento e injusto. Nos solidarizamos com o nosso colega e saímos do plenário. Estamos aqui lutando por nossos direitos”, disse ao jornal Hoje em notícias.

A professora Sandra Fortes e o porteiro Maurício Lourenço usaram a Tribuna Popular para fazer reivindicações e cobrar do prefeito e dos vereadores a aplicação da Lei Orgânica, que há 18 anos, segundo eles, não reajusta o salário do servidor taboanense, confira em breve a matéria completa sobre o assunto.

O vereador Marco Porta acusou o servidor de ter falado o nome de sua família. “Quando se toca na família eu exijo respeito. Eu não citei o nome e nem a família de ninguém, você que falou da minha família”, disse antes do servidor ser expulso, mas impedido de continuar pelo presidente que pediu para o vereador não se dirigir ao munícipe.

A plateia se manifestou indagando os vereadores se a Casa não era do povo.

Confira o vídeo gravado de celular enviado por um leitor do jornal sobre o acontecimento.

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