Festa de Corpus Christi reúne aproximadamente dez mil pessoas em Itapecerica

Às 4h da manhã, foi dado início às confecções com aproximadamente 300 voluntários. O resultado foi de 46 quadros lineares, totalizando aproximadamente 250 metros de tapetes.

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No último feriado de maio, 31, a cidade ganhou vida, cor e alegria com a tradicional Festa de Corpus Christi. Concretizada com sucesso absoluto, a celebração atraiu durante todo o dia cerca de dez mil visitantes do município e cidades da região.

Com o tema “Campanha da Fraternidade Contra a Violência”, a festividade proporcionou oportunidade aos fieis de manifestarem sua fé através da arte.

Às 4h da manhã, foi dado início às confecções com aproximadamente 300 voluntários. O resultado foi de 46 quadros lineares no entorno do Santuário Nossa Senhora dos Prazeres, totalizando aproximadamente 250 metros de tapetes. O material para produção foi disponibilizado pela Prefeitura de Itapecerica da Serra.
À tarde, os fiéis puderam participar da procissão conduzida por Padre Alberto Gambarini, reitor do Santuário,e da Missa Campal. Esta tradição acontece há mais de 50 anos no município.

“A comemoração de Corpus Christi mantém viva uma tradição, reforça nossa fé e embeleza as ruas da região central, atraindo milhares de turistas para Itapecerica da Serra”, disse o prefeito Jorge Costa, que esteve presente no evento junto com o vice Paulinho Pereira e as secretárias Elaine Silva (Turismo) e Helena Rol (Inclusão Social).

História da festividade

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do “Cristo todo” no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège em na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o Dom da fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sangüíneos e as toalhas do altar sem no entanto manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo.
Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orvieto em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.

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