Fernando não aguenta a pressão dos vereadores e envia o contrato da SPDM

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O prefeito Fernando Fernandes (PSDB) não aguentou a pressão que os vereadores fizeram para entender o que aconteceu na Maternidade Municipal de Taboão da Serra nos últimos dias. Com o coro formando e afinado, os parlamentares disseram que não tem compromisso com a SPDM e sim com o povo taboanense. Dessa forma, Fernandes não quis esperar o requerimento pré-aprovado para encaminhar os documentos e tratou logo de fornecer.
Os vereadores de Taboão da Serra prometem com afinco estudar cada um dos detalhes dos documentos contratuais, de prestações de contas, entre outros de cerca de 18 meses de gestão da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) na Unidade de Pronto Atendimento Akira Tada (UPA) e prontos socorros Santo Onofre, Antena e Maternidade. Eles estão em posse dos documentos desde a última terça (16) conforme discurso na tribuna feito pelo presidente do Legislativo, Eduardo Nóbrega (PR).
A elucidação das informações apuradas ainda não tem data para serem divulgadas, assim como as das três mortes ocorridas em menos de uma semana na Maternidade do Antena, que acontecem paralelamente. Nóbrega afirma que “nada será jogado para debaixo do tapete” e que certamente “as mortes, principalmente a de Adriana estão ligadas a um erro médico”, caracterizando o fato (ocorrido) como não “natural”. “Certamente alguém errou”, destacou o presidente.
“No primeiro caso não tenho nenhuma base, indício de erro, mas na 2º ainda que eu não conheça nada com relação à saúde, área médica, sou advogado. Qualquer um de nós pode perceber que houve um erro, não afirmo para não ser leviano”, observou.
Ele chegou a analisar as condições físicas e histórico de pressão alta e diabetes de Adriana, considerando “como quadro de risco, que não pode se indicar um parto normal”, frisou. Ainda indícios “de que teria sido indicado (parto) cesárea pelo doutor Hiro, ressaltando que é um grande médico”. Não dando o nome da médica, mas com o recado “que a vida dá voltas”, afirmou que “ela não observou o pedido de cesárea”, porém tem uma linha politica de perseguição a pessoas, e concluiu que “na hora certa vai falar”.
Na hipótese de encontrar nos documentos encaminhados à Câmara “erros será analisado grau de extensão de erro, saber se trata de erro administrativo de se reparar com uma correção contratual, ou até um extremo de romper contrato com a SPDM, inclusive com responsabilização civil e criminal”, garantiu. No caso da médica após “elucidação dos fatos e se aconteceram, essa médica tem responsabilidade criminal, inclusive”, disparou.
Segundo o presidente da Casa de Leis, a secretaria de Saúde, Raquel Zaicaner se comprometeu em entregar todos os documentos das mortes nesta quarta-feira (17), exceto os prontuários que acabam tendo sigilo “que só pode ser quebrado por uma CPI”, afirmou. Ele fez questão de mencionar que a “conduta do executivo foi de lisura, transparência ímpar e de muito respeito com a Câmara Municipal ao encaminhar os documentos à Câmara”.

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