Fantasia e realidade marcam a amostra teatral do Colégio Cets

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Alunos e professores fizeram amostra teatral abordando temas como drogas e prostituição na adolescência

Alunos do primeiro ano do ensino médio encenam a peça que mostra a realidade dos jovens na periferia das grandes cidades - Foto: Mário de Freitas/Jornal Hoje
Alunos do primeiro ano do ensino médio encenam a peça que mostra a realidade dos jovens na periferia das grandes cidades – Foto: Mário de Freitas/Jornal Hoje

Pelo segundo ano consecutivo, o colégio Cets faz amostra teatral interagindo alunos, professores e pais com a realidade atual. Na apresentação desse ano, o colégio levou para o palco um assunto que ainda é encarado com muito temor por todos: as drogas. A amostra aconteceu na quadra da escola na segunda-feira, 01, no período da noite e encerrou o ano letivo de 2014. Foram duas horas de show com alunos demonstrando um verdadeiro talento artístico.
Os alunos apresentaram dança, balé, canto, Stand-Up, teatro de fantoche e arte dramática. De acordo com a professora de teatro da escola Nádja Marcelino, os alunos fazem esse tipo de trabalho para se expressarem; para ela, isso deve ajudar os alunos futuramente. “O meu trabalho não é fazer um profissional, mas fazer com que os alunos se expressem melhor”, afirma.
Mas o talento da jovem Isabelle, de 18 anos, foi longe. Ela, após a apresentação na primeira amostra, no ano passado, ingressou em uma escola técnica. Nádja afirma que isso é motivo de orgulho. “Tem aluno que já está fazendo Macunaíma, que tem essa veia artística”, fala com entusiasmo. Isabelle diz que foi através da primeira amostra que despertou a vontade pelo teatro. “Eu estou descobrindo muitas coisas. Fiz a primeira amostra aqui e achei que foi suficiente. Mas no Macunaíma estou aprendendo muito e pretendo levar a carreira artística”, garante Isabelle.
Neste ano, a apresentação final ficou por conta dos alunos do primeiro ano, do ensino médio. Nádja colocou a realidade dura para os alunos. “Meu objetivo foi focar a realidade deles. É você saber dizer não. Muitos vão para o caminho das drogas pela revolta, pela curiosidade. O objetivo foi levar para eles que quando se depararem com uma situação desta é saber dizer não para isto”, ensina a professora.
O texto apresentava uma dura realidade dos jovens que se viciam nas drogas e não têm como sair desse mal. Abandonados pelos pais, por conta de um preconceito, ou da distância entre pais e filhos, os alunos demostraram maturidade com o tema e deixaram os expectadores emocionados. Sabrina, 15 anos, atriz que interpretou a jovem que leva a amiga para as drogas, diz que foi muito difícil fazer o papel. “Eu fiquei feliz com o trabalho que a gente fez. Eu fiz um trabalho de pesquisa para executar esse papel. Foi muito difícil”. Já a jovem Larissa Barros, protagonista da peça, 15 anos, disse que o papel abalou seu emocional. “Estou fazendo essa peça pensando na minha vida, por que sou adolescente e ainda não sei o que está por vir. Essa peça me ajudou bastante a refletir. É um texto muito forte que até abalou em mim também. Convivo com alguns jovens que estão nesse caminho e estou tentando conscientizá-los que esse caminho não serve”, ensina a jovem atriz.
Apesar de ainda ser muito jovem, Larissa demonstrou maturidade em tratar o tema com seriedade e preocupação. “Muitos pais pensam que isso não vai acontecer com eles, mas a realidade é outra. Eu pesquisei muito. Isso me ajudou a superar muitas coisas. Eu gostei”. Finaliza.
Para os pais, foi um ensinamento. “Essa peça mexeu com todos aqui presente. Nunca imaginei que isso poderia acontecer. Mas é uma realidade que não podemos esconder. As nossas crianças fizeram um excelente trabalho aqui hoje”, afirma Mônica Lopes, mãe de aluno que fez a apresentação na amostra, em outro trabalho artístico.
Para a diretora da escola Maria Cristina Pereira da Silva, o objetivo foi buscar a união entre a escola, aluno e a família. “Estando bem na escola; estando bem com os pais; buscando amigos! Isso forma um tripé. Não tem como dá errado. Se os pais entenderem que estão bem com os filhos tudo caminha bem,” afirma.
Cristina informou que a proposta nesse ano foi buscar realidade como ela é. “O que nós tentamos aqui na escola é mostrar a realidade lá fora. Com a escola é mais fácil caminhar, mas lá fora a coisa tá feia. É uma realidade dura. Tentamos dá subsídios para eles não caírem em armadilhas que o mundo trás. Com isso a gente consegue, juntos com os pais, colaborar para melhorar o futuro dos nossos filhos. Não é só na área da educação que a escola vive, pois aqui nós não só ensinamos matemática, geografia, história, português e etc… Mas, ensinamos a vivência de mundo, a vivência de cidadania. Agente quer preparar nossos alunos para viver lá fora um mundo de fraternidade que vivemos aqui na nossa escola”.
Os ingressos foram cobrados com 1 kg de alimentos não perecíveis (que serão encaminhados à entidades beneficentes).
O Colégio Cets aplica o ensino fundamental e o ensino médio; fica na Rua Francisca Roncada Paralise, 59, Jardim Vanda em Taboão da Serra.

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