Famílias que conquistam a casa própria visitam terreno

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A prefeitura não contribuiu com nada nessa conquista. É o que diz futuros moradores do Projeto Santa Terezinha III

Por Mário de Freitas

Moradia popular
As famílias do Projeto Santa Terezinha III, do Jardim Salete estão próximas de realizar o grande sonho de morar na casa própria. As obras estão para começar, já no início de 2016, e tem prazo para a entrega, segundo semestre de 2018, afirma o Movimento. Alguns futuros moradores foram visitar o terreno na manhã de segunda-feira, 09, que fica na avenida Isabel Sônia Mainardes, altura do número 75, Jardim Salete, em Taboão da Serra.

A felicidade está estampada na face dessas pessoas. Mas, nem tudo foi alegria. A batalha sempre dura e travada; foi uma verdadeira guerra para conseguir comprar o terreno. “Depois de muita luta, já compramos o terreno e está tudo certo. Agora vamos começar a obra de construção dos prédios”, comemora Lucélia Santos Lima, coordenadora do movimento Família Feliz.

Os prédios foram elaborados com a ajuda dos associados e cada desenho e forma arquitetônica passou pelas famílias. “Tudo aqui tem o nosso acompanhamento. Viemos aqui para limpar o terreno e ainda fizemos esse muro com o nosso dinheiro e o suor do nosso trabalho”, diz Vitória, associada do Movimento Bem Viver.

“Aqui fazemos tudo com a participação de todos. Preparamos um sistema de auto-gestão. É a forma mais prática e barata para construir nossa casa”, afirma Lucélia. Ela conta que o Projeto Santa Terezinha III é o segundo no país nessa modalidade. “Estamos implantando a auto-gestão aqui. É a segunda vez no Brasil que esse sistema é implantado e tem dado certo, vamos baratear as unidades e as famílias poderão acompanhar de forma direta a construção da sua casa”, garante.

Os Movimentos Família Feliz e Bem Viver encabeçam o projeto, mesmo tendo como proponente a Família Feliz, o Movimento Bem Viver faz questão de acompanhar de perto tudo. “Veja, somos uma grande família aqui. Não existe esse, ou aquele. O que existe é a união de todos para construir as casas dos nossos sonhos”, diz Telma do Movimento Bem Viver.

Mas nem tudo foi fácil, a briga com a prefeitura para obter o alvará foi gigantesca. “Parecia um parto. Demorou nove meses para conseguimos o alvará. A prefeitura está despreparada para atender os movimentos de moradia. Não existe nem um setor para atender os movimentos”, lamenta Lucélia.
Na luta está dona Djanira de Jesus Souza, de 75 anos. Ela disse quer ser feliz dentro da sua casa. “Quando a gente está no aluguel não temos felicidade nenhuma. Aqui estou lutando com alegria e com a força de todos”, disse a aposentada.

Mãe de dois filhos e netos, dona Djanira afirma que luta com eles para a casa própria. Bahiana, ela está em Taboão da Serra há mais de 40 anos. “Chequei aqui com meu marido e depois que ele morreu eu estou aqui lutando pelo nosso cantinho junto com meus filhos”, comenta.

Ela não se cansa de agradecer aos Movimentos e a Deus pela saúde e força. “Enquanto Deus me der força, estarei lutando junto com vocês. Porque tudo que eu quero na minha vida, é minha casa. Quero deitar e acorda sossegada dentro do que é meu. Só se consegue a vitória com a luta”, garante da Dona Djanira.

O Projeto Santa Terezinha III prevê a construção de 500 moradias para famílias com renda de 0 até R$ 1.600,00. O terreno para implantação do empreendimento fica no jardim Salete e possui área total de 9.734,51m². E, será financiado pela Caixa Econômica Federal através do Programa do Governo Federal Minha Casa, Minha Vida. Serão três torres com 20 andares; cada apartamento terá 60 m², com varanda. O valor de cada unidade será de R$ 96 mil, sendo R$ 20 mil do Governo do Estado por meio do programa Casa Paulista e R$ 76 mil do Governo Federal. O município não entrou com recursos. “Pedimos para a prefeitura alguma ajuda, mas eles alegaram falta de recursos para ajudar as famílias de baixa renda”, diz Lucélia.

O projeto Santa Terezinha III do Jardim Salete começou em 2011, mas a luta vem desde 2005. “Estamos lutando sempre, em 2011 começamos; em 2013, negociamos com o proprietário e compramos o terreno, agora, em 2015, concluímos, até 2018 entregaremos as unidades”, garante Gerusael Santos Ribeiro, coordenador do movimento e ex-presidente do Movimento Família Feliz.

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