Ex-funcionária do PAP faz denúncias na Câmara de Taboão

0
315

Outras funcionárias que ainda integram o programa confirmaram as denúncias de falta de uniforme, falta de material adequado como luvas, descontos nos salários porque não aceitam atestados médicos, além de reclamarem que prefeito Fernando Fernandes prometeu aumento durante a campanha e não cumpriu

Antonia mostra que o contrato com o PAP da Prefeitura de Taboão venceria neste mês de junho, mas ela foi desligada do programa no ano passado.  Foto: Ana Oliveira/Hoje
Antonia mostra que o contrato com o PAP da Prefeitura de Taboão venceria neste mês de junho, mas ela foi desligada do programa no ano passado.
Foto: Ana Rodrigues/Hoje

Fazendo uso da Tribuna Popular na sessão da Câmara de Taboão da Serra na terça-feira, 31, Antonia Lucia Alves de Lima, ex-funcionária do Programa de Apoio Profissional (PAP) da prefeitura de Taboão da Serra fez diversas denúncias que foram confirmadas pela reportagem do Hoje por servidoras que ainda integram o programa.

Com medo de sofrer perseguições, as funcionárias preferem preservar a identidade, mas reclamam que estão trabalhando sem equipamentos adequados, sem uniforme, estão sofrendo porque não aceitam os atestados médicos e cobram o prefeito Fernando Fernandes (PSDB) que prometeu aumento de R$ 100,00 durante sua campanha em 2012 e até agora nada. Elas ganham uma remuneração de R$ 460,00.

“Na campanha ele foi até a gente e prometeu que teríamos melhores condições de trabalho e que nosso salário seria aumentado. Mas até agora nada, além de não receber aumento estamos sofrendo porque não aceitam nossos atestados médicos, temos que trabalhar sem equipamento adequado lavando [os locais que trabalham] de chinelo e eu já nem tenho mais roupa porque coloquei tudo pro trabalho, já que não temos uniforme”, relatou a funcionária.

Antonia, que foi desligada do programa no ano passado segundo ela, por perseguição porque criticou uma escola que a filha dela estudava e foi maltratada, disse que antes elas recebiam um panetone no final do ano, mas ela disse que todos ficaram chocados com a resposta da atual secretária de Desenvolvimento Econômico que respondeu se elas queriam o panetone ou salário. “Lamentável essa fala da secretária. Me desligaram do programa e meu contrato só ia vencer agora em junho deste ano. Então hoje eu usei a tribuna em prol da justiça. Essas funcionárias que trabalham duro não tem direito nem a tomar café, estão trabalhando sem a menor proteção, então eu vim aqui denunciar tudo isso, pois elas não podem vir aqui reclamar se não vai acontecer como eu, serão demitidas”, desabafou Antonia.

O presidente da Câmara Cido da Yafarma (DEM) e Eduardo Nóbrega (PSDB) prometeram a Antonia que as questões seriam esclarecidas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Propaganda

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

*