Ex-atacante do Corinthians, Fernando Baiano ressalta a importância da várzea para a formação de novos atletas

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Dirigente de Futebol da Portuguesa encerrou sua carreira nos gramados em 2014, após jogar o Campeonato Paulista pelo Mogi Mirim, marcando apenas um golzinho

Por Felipe Oliveira

Fernando Baiano, ex-atacante do Corinthians, é o entrevistado da semana da série Especial da Várzea do Jornal Hoje
Fernando Baiano, ex-atacante do Corinthians, é o entrevistado da semana da série Especial da Várzea do Jornal Hoje
João Fernando Neto, 37, ou “Fernando Baiano”, ficou conhecido no cenário nacional ao marcar cinco gols pelo Corinthians na histórica goleada por 8 a 2 sobre Cerro Porteño, na Libertadores de 1999. Revelado pelo Timão, venceu dois Paulistas e o Mundial de Clubes da FIFA, na qual considera até hoje o principal título da carreira. Também teve passagens por Flamengo, Internacional, São Caetano, Woflsburg, Celta de Vigo, entre outras equipes.

A relação com a várzea
No entanto, antes de balançar as redes pelo Coringão, Baiano, como de praxe, foi formado na várzea, no Sinézio Rocha, time comandado pelo Professor Enio. Embora não resida em Taboão, o ex-jogador é convidado frequentemente a participar de alguns jogos comemorativos. “A várzea ainda é uma das grandes escolas do futebol profissional. Acredito que foi, e sempre será, importante para a formação de jogadores profissionais”, afirmou.

O apelido
Para quem não sabe, Fernando não tem nada de baiano. O ex-atleta é natural de São Paulo. O apelido, porém, surgiu aos 14 anos de idade. Na época em que jogava na base do Corinthians, o artilheiro era chamado apenas por brincadeira de “baiano” pelo seu treinador, o também ex-atacante do Timão, Mirandinha. “Esse “baiano” é uma mania paulista de chamar as pessoas e de tanta insistência, acabou pegando e virando marca registrada”, brinca.

Tite na seleção
Agora atuando fora de campo e com a caneta e o computador, Baiano comentou sobre a chegada de Tite à seleção brasileira. Para ele, o nome do ex-técnico do Corinthians é o mais correto para o momento delicado do futebol nacional. “Trata-se do treinador mais preparado para assumir esse cargo na seleção, principalmente pelo que tem feito ao longo dos anos”, finaliza.

A carreira de dirigente
Em seu novo cargo, Baiano terá que suar a camisa e encontrar soluções no mercado para superar a crise estrutural atravessada pelo time do Canindé. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, o clube lusitano deve salários, direitos de imagem e ainda responde a uma série de processos articulados por ex-jogadores na justiça. O presidente Zé Luiz já declarou que o caixa está vazio e busca parcerias para contratar reforços.

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