Ex-aluno da GCM de Taboão permanece paraplégico

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É a esperança de voltar a andar que move a vida de Evandro Fabrício Ramos, de 35 anos. Ativo, cheio de vida e trabalhador, o ex-aluno da Guarda Civil Municipal – GCM de Taboão da Serra está paraplégico. “A expectativa é de que eu volte a andar daqui cinco meses. Acho que não vou sair do tratamento já andando”, avaliou. Evandro, apesar de não perder as esperanças, disse ter consciência de que sua vida social e profissional não será mais a mesma. “Posso trabalhar em serviços administrativos, que não contenha escadas. Vou ficar com sequelas e não voltarei a ficar 100%”, desabafou.
Evandro está em cima de uma cadeira de rodas e se submetendo a tratamentos para retomar a rotina sem as limitações que o acompanha desde que caiu dentro de um fosso de elevador, com três metros de altura, durante treinamento para o Curso de Formação da corporação em um prédio abandonado, no bairro Parque Marabá, dia 14 de novembro de 2013, em Taboão da Serra.
Na época afirmou que o comando da GCM não avisou de forma prévia a presença do fosso. De acordo com ele, nem ao menos havia sinalização no local. “Nem imaginava que tinha elevador no local. Nem ao menos conhecia ali. Não vi nenhuma sinalização e eles não informaram nada antes de começar o treinamento”, disparou.
Em tratamento desde março na clínica de reabilitação “Lucy Montoro”, Evandro observa uma pequena melhora em seus movimentos das pernas, especialmente a direita. “A esquerda ainda está muito fraca. Não consigo ficar em pé nem por 3 minutos, mesmo com sustentação”, contou. Ele disse que sente dores e que os movimentos acabam sendo mais limitados devido a placa de metal de 10 centímetros e oito parafusos que precisou colocar em sua coluna.
Segundo o ex-aluno da GCM, falta um mês para acabar o tratamento. Neste período não precisou comprar remédio para as movimentações voluntárias que tem em suas pernas, conhecidas como [espasmos], “que ao mesmo tempo que são bons, porque mandam informações para as pernas, tiram meu equilíbrio ao ficar em pé”, explicou. “Volto para a casa de 15 em 15 dias e com o fim do tratamento no início de maio, vou precisar comprar o remédio Baclofen, porque a secretaria de Saúde da cidade, não tem”, disse. Ele toma uma caixa com 20 comprimidos a cada quatro dias, o custeio de cada unidade é cerca de R$ 30,00.
Apesar de tantas limitações, Evandro apresentou uma grande melhora desde a primeira reportagem, quando estava em uma cama e as necessidades fisiológicas só conseguia fazer com a ajuda de enfermeiras. Ele já está ganhando independência para trocar de roupas e tomar banhos, por exemplo.
O transporte até a clínica é feito pela prefeitura. De três em três meses é submetido a perícia no TaboãoPrev, de onde recebe por mês cerca de R$ 1.300,00, por tempo indeterminado. Os laudos médicos apontam que não há previsão de alta de sua reabilitação. Evandro permanece afastado do seu outro trabalho, como professor de educação física e devido a isso, seu salário diminuiu mais que a metade. “Tirava R$ 3.000,00 por mês”, disse.

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