“Espero que a Olimpíada contribua para melhorar a autoestima do brasileiro”, afirma Flávio Canto

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Em ato promocional, o medalhista olímpico falou sobre sua ONG, para jovens carentes na favela da Rocinha, o cenário atual do judô brasileiro e o momento delicado do país, na qual espera que o esporte possa servir de válvula de escape para os problemas políticos e sociais

Por Felipe Oliveira

 Flavio Canto e Nelson Onmura no tatame com os atletas taboanenses
Flavio Canto e Nelson Onmura no tatame com os atletas taboanenses
O medalhista olímpico Flávio Canto, atualmente apresentador dos canais Sportv e do programa Corujão do Esporte, da TV Globo, ministrou na manhã de sábado,11, no Shopping Taboão, um treino especial de Judô às crianças e adolescentes do Clube Atlético Taboão da Serra (CATS). O judoca contou sua trajetória de vida, as dificuldades e motivações que enfrentou para vencer no esporte.

A carreira
Para quem não conhece Flávio Vianna de Ulhôa Canto, de 41 anos, foi um dos maiores nomes do esporte brasileiro. Inglês, nascido em Oxford, no Reino Unido, veio para o Brasil aos dois anos de idade, iniciando sua carreira em 1989, aos 14 anos. Começou a se destacar apenas em 1995, quando conquistou a vaga para representar o Brasil na seleção principal.

Ganhou o Bronze nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, em 95 e, um ano depois, ficou na sétima colocação nas Olimpíadas de Atlanta – 96. No entanto, o auge ocorreu em 2004, quando faturou o Bronze olímpico, em Atenas.

Fala, Flávio!
O apresentador se disse feliz por poder passar seus conhecimentos às crianças. Para ele, dono de uma vida corrida atualmente, estar de quimono e pisar no tatame já é uma vitória. Entretanto, Flávio espera que os Jogos Olímpicos sirvam, sobretudo, para melhorar um pouco a vida das pessoas, se referindo ao efervescente momento político nacional.

“Nos sentimos tão mal representados por pessoas que não nos representam em Brasília, que não exercem os valores que deveriam ser primordiais, como coragem, honestidade, honra, que torcemos para bater o recorde de medalhas e deixar o maior legado possível ao esporte brasileiro”, disse.

Sobre o atual estágio do judô brasileiro, ele espera que os resultados sejam bons, já que as duas categorias, tanto a feminina, quanto a masculina entraram numa descendente nos últimos anos.

“Em 2016, atletas que não vinham bem, oscilando bons e maus resultados, voltaram a ter momentos legais. O feminino é quem tem tido maior destaque nas últimas competições e, assim, contribuído mais com o quadro de medalhas. No masculino, porém, temos a expectativa de uma medalha, ou talvez duas. No total, esperamos quatro medalhas. Se vierem mais, melhor ainda”, afirmou, se mostrando esperançoso.

Sobre sua ONG, a Reação, que conta hoje com 1300 alunos, seis pólos e com quatro atletas na Olimpíada, sendo dois refugiados congoloses, Canto diz que carrega uma responsabilidade para o resto da vida: “a de levar os seus conhecimentos para o maior número de pessoas”.

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