Emocionado, Ney Santos disse trabalhar dentro da legalidade

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Visivelmente emocionado, o prefeito de Embu das Artes, Ney Santos (PRB) fala com a imprensa em seu gabinete ao lado do seu advogado Dr. Joel Matos. Foto: Thais Marinho/Hoje

Visivelmente emocionado, o prefeito de Embu das Artes, Ney Santos (PRB) disse que jamais mexeria na merenda escolar nas escolas da cidade. Segundo ele, quando criança ia para escola algumas vezes apenas para comer, já que não tinha o alimento em casa. “Não tenho vergonha de falar! Estudei em escola pública e às vezes ia para escola para comer, porque não tinha o que comer em casa. Nunca faria uma coisa dessas”, disse o prefeito Ney Santos.

Santos chegou a dizer que sentiu vergonha de encarar os filhos após as denúncias. “Nunca tive problemas em enfrentar acusações que fazem contra mim, mas essa semana eu tive vergonha de encarar meus filhos. Desviar verba de contratos para a merenda, enquanto existem crianças que vão para a escola só para se alimentar, não é coisa que se faça”.

O prefeito Ney Santos convocou uma coletiva de imprensa na manhã de sexta-feira, 11, em seu gabinete, na prefeitura de Embu das Artes para explicar as denúncias onde é citado como alvo da operação Prato Feito, deflagrada pela Polícia Federal, na quarta-feira, 09. Os federais cumpriram mandado de busca e apreensão na sede da prefeitura e também na casa de Santos, em Barueri.

Segundo o prefeito de Embu das Artes, a prefeitura não está sendo investigada e sim, a empresa que forneceu os uniformes escolares para os alunos da rede pública. “Essa empresa que cuida do uniforme em várias cidades do Estado é investigada desde o ano de 2015, e eu assumi a prefeitura em 2017. Lembrando que a licitação com essa empresa foi feita em 2016, período que eu ainda não era prefeito. Nosso trabalho aqui na cidade é sério, queremos mudar a história desse município”, disse.

Ainda segundo o prefeito, a prefeitura está colaborando com as investigações. “Aqui em Embu pediram o contrato da licitação dos uniformes que terminamos de entregar na última semana para todos da rede pública. Foram mais de 31 mil kits. Colaboramos e entregamos para a Justiça tudo que foi pedido”.

Santos disse que estás sendo perseguido por grupos políticos da cidade. Para ele, seus adversários políticos não admitem que uma pessoa pobre e que veio da periferia vire prefeito. “Desde 2010 sou noticiado em casos policiais, porém nada; nunca foi provado; eu nunca fui condenado em processo nenhum. Preciso me defender, embora a pressão esteja forte, devemos uma explicação para o nosso povo. Toda matéria negativa, mesmo envolvendo outros políticos, eu sempre sou colocado como o garoto propaganda. Será que um garoto pobre que veio da favela não pode ser prefeito de uma cidade?”, indagou.

A Polícia Federal apura possíveis fraudes e desvio de dinheiro público em licitações em 30 cidades paulista e aponta o envolvimento de prefeitos, ex-prefeitos e vários agentes públicos. Segundo a PF, ao menos 85 pessoas estão envolvidas nos esquemas que desviava verba federal destinada à Educação, entre elas 13 prefeitos, quatro ex-prefeitos, um vereador, 27 agentes públicos não eleitos e outras 40 pessoas da iniciativa privada. Foram cumpridos 154 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal, além de afastamentos preventivos de agentes públicos e decisões de suspensão de contratação com o poder público referentes a 29 empresas e seus sócios. Grampos telefônicos levou a PF fazer buscas e apreensões na prefeitura de Embu das Artes e na casa do prefeito Ney Santos.

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