Em audiência, EMTU e Viação Pirajuçara dizem que lucros são mais importantes que os serviços

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Empresa Miracatiba despreza vereadores e não manda representante

DSC_0247Na quarta-feira, dia 5 de junho, a Câmara Municipal de Embu das Artes recebeu o representante da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU), Luiz Henrique e o gerente de operações da Viação Pirajuçara, Rogério Dardengo, para uma audiência onde os vereadores do município questionaram sobre a qualidade do serviço prestado pelas companhias intermunicipais. Intervalo entre os ônibus, qualidade da frota e o atendimento a pessoas com deficiência física foram alguns dos assuntos abordados.

A audiência que antecedeu a sessão da Câmara em Embu das Artes serviu para que os representantes das concessionárias que operam na região se explicassem diante das inúmeras reclamações pelo serviço prestado. Rogério Dardengo, da Viação Pirajuçara, começou sua fala respondendo ao questionamento sobre a alteração das linhas, determinada pela prefeitura de São Paulo e que impactaram diretamente a região. De acordo com Dardengo a mudança foi imposta pela Secretaria de Trânsito e Transportes do Município de São Paulo e eles tiveram que se adaptar à nova realidade.

Oferta, demanda, lucros…

Questionado sobre a falta de carros em determinadas linhas, gerando um intervalo de tempo muito grande entre os ônibus, o representante da Pirajuçara informou que a demanda é que define essa questão. “Para você programar uma linha depende da demanda. Se você tem uma linha com poucos veículos é que você tem pouca demanda. Então, nós gostaríamos de atender todas as linhas com um intervalo de 5, 10, 15 minutos – mas se você não tem demanda naquele bairro, o intervalo ele aumenta para 20, 30, 50 minutos. Você tem menos carros. Então isso é uma questão de oferta e procura”, disse.

Rogério Dardengo ainda reiterou que o objetivo da companhia é o lucro. “Colocar mais carros nas linhas não depende exclusivamente da empresa, depende da demanda. Porque se nós colocarmos esses carros e não tiver passageiro, carro não anda vazio, e rodar vazio é prejuízo, uma empresa vive de lucros e os senhores sabem disso”, respondeu.

Rogério Dardengo, diretor da Viação Pirajuçara - Foto Alexandre Oliveira.
Rogério Dardengo, diretor da Viação Pirajuçara – Foto Alexandre Oliveira.

Quanto à questão da idade média da frota, questionamento esse levantado pelo vereador Jefferson do caminhão de lixo (PR), Rogério respondeu que em contrato é estipulado que um ônibus não supere a idade de 10 anos. “Para vocês terem uma ideia, a frota da Pirajuçara aqui no Embu tem uma idade média de quatro anos e meio”, afirmou.

O representante da Viação Pirajuçara afirmou que 20 novos ônibus serão integrados à frota nesse mês. “Chegaram 20 carros novos, a maioria vai para o Metrô, para o Vazame, para a linha 245 (Taboão da Serra/Metrô Campo Limpo)”, confirmou.

O vereador e presidente da Casa, Doda, questionou sobre a manutenção dos elevadores nos ônibus adaptados. De acordo com o político, há inúmeras reclamações de pessoas que tiveram que ser embarcadas com ajuda de motoristas e cobradores, devido ao fato do equipamento estar quebrado. “Evitar que o elevador quebre isso é muito difícil, porque a manutenção é constante. Dá muito problema. Essa manutenção ela é feita quando os carros retornam. Ela é feita à noite, só que infelizmente são equipamentos que apresentam problemas”, justificou o representante da Pirajuçara.

Luiz Henrique, representante da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), deixou à disposição dos vereadores que agendem visitas à empresa e, em comissão, levem as reivindicações. O presidente da Câmara Municipal de Embu das Artes, Doda, não confirmou a agenda, mas reiterou que os vereadores irão visitar a EMTU para melhores esclarecimentos.

A Viação Miracatiba que também foi convidada a comparecer a audiência não mandou nenhum representante.

*Alexandre Oliveira, com redação do Hoje.

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