“É preciso dar tempo até para errar”, disse Axel, novo treinador do Cats

0
100

Ex-volante de Santos e São Paulo e, agora, como técnico, Axel afirma que é preciso dar tempo para o trabalho ser feito. Para ele, o certo é começar e terminar, para avaliar somente depois. Segundo o comandante do Cats, a cultura do futebol brasileiro ainda é pautada somente no resultado

Por Felipe Oliveira

Axel, treinador do Cats
Axel, treinador do Cats
Após duas décadas de sucesso dentro das quatro linhas, incluindo passagens por seleção brasileira e exterior, Axel Rodrigues de Arruda, atualmente com 46 anos, chega ao Clube Atlético Taboão da Serra (Cats) com a missão de superar seu trabalho anterior: por pouco o jovem treinador não conseguiu o acesso com o Jabaquara na temporada passada.
No entanto, sobre o atual cenário dos treinadores brasileiros, Axel acredita que a cultura do futebol brasileiro ainda é pautada somente no resultado, não valorizando o trabalho feito em longo prazo. Em 2015, somente na Série A do Campeonato Brasileiro, foram 35 trocas em 38 rodadas. Para o ex-jogador, na segunda divisão paulista esse problema é ainda mais comum.

“Infelizmente vem de cima para baixo. No entanto, eu penso que você tem que acreditar no que faz. O certo é iniciar, terminar e ver o resultado depois. É preciso dar tempo até para errar”, conclui, em defesa da classe de treinadores brasileiros que sofrem com a interrupção repentina do trabalho.

O novo técnico do Cats, apresentado no dia 25 de fevereiro, iniciou sua carreira comandando a base do Jabuca. No ano de 2012, assumiu a prancheta da equipe sub-20, levando a molecada do Leão da Caneleira ao vice do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. A partir daí, a transição foi rápida. O trabalho bem feito o credenciou a treinar a equipe de cima em 2015.

Sem conseguir o acesso com a equipe do litoral, mas com vasta experiência devido ao número de clubes em que atuou, como também a quantidade e qualidade de treinadores com quem dividiu o vestiário, Axel acredita que a decisão de se tornar técnico surgiu naturalmente. “É uma consequência. Foram muitos anos fazendo a mesma coisa, no mesmo ambiente. Não tinha por que mudar”, disse.

Sobre suas principais referências à beira do campo, estão nomes como Parreira, Levir Culpi, Muricy Ramalho e, por fim, o mestre Telê Santana, na qual considera o grande treinador com quem já trabalhou. “É preciso ter um bom domínio, saber passar, o cruzamento, a batida para o gol. Ele (Telê) cobrava muito isso da gente naquela época. Por isso acredito que tenho um pouco dele no meu modo de trabalhar”.

O Cats estreia no Paulistão dia 17 de abril, fora de casa, diante do Diadema. Visando essa partida e o restante da temporada, o grupo se apresentou no início do mês e já trabalha a parte física. Segundo o treinador, o elenco ainda não está fechado.

“Estamos à procura do DNA dessa equipe. Trouxe alguns atletas que já trabalharam comigo e a diretoria tem trabalhado para trazer peças pontuais”, afirmou Axel.

Em papo rápido com o presidente Anderson Nobrega, no treino da última sexta-feira, dia 4 de março, recebemos a informação que o clube está perto de anunciar outro pentacampeão para a temporada. Trata-se de Júnior, ex-Palmeiras e São Paulo. O jogador está aposentado e mora na Bahia. O contrato dele seria semelhante ao de Edílson na captação de patrocínios.

Propaganda

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

*