Diversidade Sexual cobra posicionamento do prefeito

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Com a participação de representantes das coordenadorias da Igualdade Racial, do Direito das Mulheres e da Diversidade Sexual de Taboão da Serra a Audiência Pública da Comissão dos Direitos Humanos debateu diversos temas e minorias criticaram a falta de apoio e de atendimento do prefeito Fernando Fernandes (PSDB)

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A primeira Audiência Pública da Comissão Permanente de Direitos Humanos realizada na manhã de sexta-feira, 24, no plenário da Câmara Municipal de Taboão da Serra teve diversos debates sobre as ações e trabalhos realizados pelas Coordenadorias da Igualdade e Promoção Racial, do Direito das Mulheres e da Diversidade Sexual.
A Audiência contou com a presença de representantes de diversos segmentos. Na composição da mesa, além da presidente da Comissão, vereadora Érica Franquini (PDT) e da vice presidente, vereadora Joice Silva (PTB), estavam presentes Antonio Carlos Sousa Santos, coordenador Especial da Promoção da Igualdade Racial (CEPIR), Márcio Eduardo Carneiro, coordenador dos Direitos da Diversidade Sexual e Sueli Amoedo, da Coordenadoria da Mulher. O vereador Eduardo Lopes (PSDB) que é membro da Comissão não compareceu e enviou assessores. O presidente da Casa de Leis, vereador Aparecido José Alves, Cido da Yafarma (DEM) também prestigiou os trabalhos da Comissão.
Na abertura dos trabalhos da Comissão de Direitos Humanos, a presidente Érica Franquini salientou que essa era a primeira audiência realizada sobre o tema. “A intenção é que a cidade conheça o trabalho realizado pelas coordenadorias”, apresentou.
Todos os coordenadores apresentaram o trabalho realizado, mas Márcio Eduardo Carneiro, coordenador da Diversidade Sexual usou a tribuna para falar da falta de apoio e reivindicar a ampliação dos direitos e instrumentalização, principalmente com a criação de um Conselho da Diversidade Sexual. “Eu acho que o nosso município tem condições de caminhar com suas próprias pernas e criar leis e decretos próprios”, propôs. Carneiro também criticou a ausência dos vereadores nos eventos que realizou e pediu mais atuação e apoio dos parlamentares. “Realizamos um evento de saúde e apenas um vereador participou. O convite foi para todos”, desabafou.

Presidente da Diversitas define falta de retorno e apoio do prefeito como uma ação homofóbica
Entre as falas dos representantes de diversos segmentos, o presidente da Ong Diversitas de Taboão da Serra, Wanderley Bressan, criticou o horário da Audiência que impede maior participação da população e também definiu a falta de atendimento do governo como uma ação homofóbica.
“A última Parada do Orgulho LGBT realizada em Taboão da Serra foi em 2012. Reunimos mais de 30 mil pessoas. Tentamos agenda com o prefeito durante um ano e meio e em julho do ano passado ele nos atendeu e achamos que ele iria virar um ícone da região pela nossa causa. Entregamos vários pedidos e até agora nada aconteceu. Nos sentimos desrespeitados por esse governo. Já marcamos e remarcamos a Parada por mais de cinco vezes”, contou.

Empurra – empurra
Bressan também contou que o governo está fazendo jogo de empurra e delegou o contato para a secretaria de Cultura, mas o grupo não recebeu nenhum retorno.
“O prefeito disse que o assunto seria tratado pela secretaria de Cultura, o que eu acho errado, pois nossa causa é transversal, mas enfim, o último contato que eu tive com o secretário e vice prefeito foi de que ele não iria assumir um compromisso, como assumiu com o carnaval para depois o prefeito não cumprir, como aconteceu”, disse.

Até o fechamento da matéria não recebemos posicionamento da prefeitura sobre o caso.

Crítica a Deputada Analice Fernandes
Outra crítica realizada pelo presidente da Diversistas foi contra a Deputada Analice Fernandes (PSDB). “Temos uma única lei, que é estadual para nos defender, [Lei 10.948, 05 de novembro de 2001] e a Deputada se uniu com outras frentes fundamentalistas e votou para vetar esse nosso direito, é vergonhoso!”, disparou.

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