Contra “machismo” mulheres fazem protesto na Câmara de Taboão

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A manifestação acontecerá durante a sessão; segundo organizadoras do protesto, o objetivo é repudiar discurso “machista” de vereadores da base do prefeito Fernando Fernandes contra a vereadora Luzia Aprígio (PEN)

IMG_20160524_105033145_HDRNas duas últimas semanas, os discursos machistas e agressivos proferidos pelos vereadores Eduardo Lopes (PSDB) e André da Sorriso (PSDB) durante as sessões contra a vereadora Luzia Aprígio (PEN) foi amplamente debatido entre grupos de redes sociais e Facebook.

Revoltadas com a situação, um grupo de mulheres está organizando uma manifestação durante a sessão de terça-feira, 24, às 10h, na Câmara Municipal de Taboão da Serra.

O jornal Hoje conversou com algumas mulheres que relataram que não será um movimento político, partidário ou de associações e sim, um movimento de pessoas da sociedade civil que ficaram indignadas com o posicionamento dos vereadores e alegam que não podem deixar passar em branco um ato repulsivo de machismo dos vereadores da Câmara de Taboão.

Lopes atacou a vereadora Luzia Aprígio questionando a relação com seu marido Aprígio. Já o vereador André da Sorriso pronunciou há duas semanas que o lugar da vereadora Luzi Aprígio não era na Câmara e teria que estar lá a filha dela que era mais “política”, segundo ele.

O Partido Ecológico Nacional (PEN), diretório de Taboão da Serra, divulgou nota de repúdio contra os ataques dos vereadores da base do prefeito Fernando Fernandes (PSDB) contra a vereadora Luzia Aprígio.
De acordo com a nota, o partido se manifesta com total “repúdio aos ataques desferidos contra a honra de nossa Vereadora Luzia Aprígio, líder do partido, durante, especialmente, as últimas sessões ordinárias da Câmara Municipal”.

O PEN descreve que a vereadora Luzia Aprígio, mulher educada e batalhadora, teve que ouvir, em tribuna, de certo parlamentar, de forma indecorosa e num papel próximo ao sexista, que ela deveria estar em sua casa e não ali, como Vereadora. “Discordamos, pois, desse tipo de tratamento dado não só a ela, como a quaisquer outras mulheres que têm, sim, o direito de trabalharem com o que quiserem”.

O partido ecológico também relembrou que as lutas que as mulheres travaram a fim de conquistarem seus direitos. “Precisamos respeitá-los”, alerta.

A nota do partido também descreve a outra ação machista do vereador Lopes. “ Houve mais. De outro vereador, no contexto de certa discussão, recebeu o seguinte questionamento: “com quem a senhora dorme, todas as noites, durante mais de vinte anos?”

O PEN julgou desnecessário até mesmo tecer aqui uma análise desse tipo de comentário, totalmente deselegante e desrespeitoso a uma mulher casada e dona de um caráter indiscutivelmente idôneo.

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