Coletivo C9 oferece oficinas de iluminação para jovens e adultos de Taboão e região

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A fim de trazer formação de qualidade para as periferias de São Paulo, coletivo vai oferecer formação em técnicas de iluminação gratuita

Da esquerda pra direita:  Kenny Rogers, Roberto Fernandes, Michelle Bezerra, Denis Kageyama, Rebeca Konopkinas, Ricardo Barbosa e Felipe Tchaça do Coletivo C9
Da esquerda pra direita: Kenny Rogers, Roberto Fernandes, Michelle Bezerra, Denis Kageyama, Rebeca Konopkinas, Ricardo Barbosa e Felipe Tchaça do Coletivo C9
O Coletivo C9 Iluminação, formado por sete pessoas que já estudaram ou estão estudando na SP Escola de Teatro, e tiveram formação em iluminação, com o desejo de compartilhar o que aprenderam na escola, tendo em vista que um curso de iluminação não é uma coisa muito acessível para as periferias, resolveram montar um projeto para difundir seus aprendizados e socializar os conhecimentos técnicos da área.

Os integrantes do coletivo são de todas as partes de São Paulo, como Pirituba, Poá, Liberdade, Vinhedo, Mauá, Campo Limpo e Taboão da Serra, os dois últimos fazem parte da região escolhida para a realização do projeto.
Com oficinas acontecendo no Projeto Arrastão, Cita (Cantinho de Integração de Todas as Artes), ambos no Campo Limpo e na Casa de Cultura do Butantã, o projeto tem apoio do Programa VAI, da Prefeitura de São Paulo.

O nome do projeto é: Iluminação, o que você vê, não é apenas o que você vê. As oficinas terão duração de seis meses, e aconteceram nos três espaços ao mesmo tempo, em cada espaço serão aprofundadas temáticas diferenciadas de acordo com a estrutura do espaço, as aulas aconteceram uma vez por semana.

Na casa de cultura do Butantã as aulas aconteceram às quintas-feras, às 14h, e a temática será luz e palco, no Projeto Arrastão trabalharão com luz e espaço alternativo e no Cita, luz e instalação artística, nestes as aulas serão às segundas-feiras às 13:30h, e para participar é só preciso ter a partir de 15 anos e vontade de aprender.
“A iluminação carece de uma formação que a gente encontra muito na região do centro, uma formação longa e aprofundada só tem na SP [Escola de Teatro], que também é no centro. Então a gente pensou em como levar uma formação dessas para as bordas, para as periferias de São Paulo mesmo. Então a maior motivação é a gente poder socializar esse conhecimento”, explicou Kenny Rogers de Oliveira Queiroz, 26, um dos idealizadores do projeto.
Ele explica que quando aparecem oficinas de pontuação são coisas muito pontuais, com duração de um dia, e que o curso não vai ter o nível técnico ideal por conta dos equipamentos necessários serem muito caros, e fugiriam do orçamento deles. Porém, garante que a formação servirá como uma boa base par quem se interessar pela área e quiser seguir neste caminho, oportunidade que muitos deles não tiveram.

Kenny conta também sobre a preocupação do grupo em dar em dar continuidade no projeto. “Nós temos ideia de continuar o projeto, e estamos pensando em como conseguir dar essa continuidade. Uma das opções é tentar o VAI novamente no ano que vem, mas é uma coisa que pode não acontecer, então a gente pensa em como se manter coletivo sem essa averba. É uma preocupação que vamos ter além das oficinas, porque o ideal seria dar uma formação continuada”, contou Kenny.

Os interessados em participar devem acompanhar a programação na página do Coletivo C9 Iluminação: https://www.facebook.com/C9iluminacao, ou mandar dúvidas pelo e-mail: c9iluminacao@gmail.com.

Criado em Taboão da Serra, e sendo uma pessoa articulada no meio artístico, Kenny que integra o Coletiva C9 conta a sua visão sobre a cultura na cidade. “Em uma cidade onde o orçamento para da cultura é baixíssimo e sempre foi junto com a de turismo, é uma lógica de pensar a cultura muito errada. Eu vejo os artistas daqui, fazendo-se por si só, como o Clariô, o Candearte e outros espaços, que fazem a sua arte, o seu movimento, a sua militância sem nenhum apoio mesmo da cidade, e nem sei se a cidade se interessa em fomentar e fortalecer esses artistas”, indagou.

Ele falou também sobre o Liceu de Artes que existiu há alguns anos, e sobre um curso ou outro que sempre existiram na cidade, mas ressaltou: “O problema do Taboão é a panela cultural, tem sempre aqueles artistas que, que eu chamo de artista político, que passa gestão, muda gestão e eles vão se articulando politicamente para garantir seus empregos, seus cargos de livre nomeação e estão de certa forma ingerindo essa cultura do Taboão, mas é complicado porque é pensar essa verba pública para benefício próprio, porque ações na cidade não são visíveis. E existe uma carência na cidade onde os artistas que não estão nessa panela de jogo político vão para São Paulo e para outras cidades para conseguirem realizar seus objetivos,” desabafou.

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