Chuvisco tenta explicar cheque pago para sua esposa em 2012

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Em uma entrevista vaga, sem consistência, Chuvisco não consegue explicar o cheque pago a sua esposa. O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público

Chuvisco admite que emitiu o cheque em favor da sua esposa
Chuvisco admite que emitiu o cheque em favor da sua esposa
Saindo do silêncio, Amarildo Gonçalves, o Chuvisco (PMDB) pode ter se complicado ao tentar explicar o cheque da Câmara Municipal emitido para sua esposa no final de 2012, quando ainda era presidente da Casa em entrevista a imprensa local. Segundo entrevista publicada neste final de semana pelo jornal Folha do Pirajuçara, Chuvisco disse que esse dinheiro foi reembolso de viagens feitas para Brasília, em dezembro daquele ano junto com o então prefeito Jorge Costa (PMDB). “Eu era presidente, mas eu não podia gastar dinheiro, pois estava representando o município, não só como presidente da Câmara, mas como prefeito eleito naquele momento”, disse Chuvisco na entrevista.

Chuvisco não explicou como gastou esse dinheiro e também não explicou como foi feito esse empenho. Pois não aparece na relação de empenhos feitos em 2012 e apresentados para o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo – TCESP. O único empenho apresentado para esse fim ao TCESP foi para a agência de turismo, Flyaway Turismo Ltda, no valor de R$ 5.502,77.

Sobre o cheque, Chuvisco confirmou a emissão e repassou a sua esposa. “O cheque não foi portado ao nome da minha esposa, o nome da minha esposa foi ao portador, ou seja, a mim. Eu não ia passar pra outra pessoa, colocamos numa conta que é nossa, um ressarcimento nosso; lícito, tenho os empenhos, tenho tudo”, esclareceu ao jornalista.

Chuvisco garante que as notas de empenho estão na Câmara e que serão mostradas. “Existem as notas de empenho desse cheque. Tem que ser mostrado. A nota de empenho tem que estar lá. Não tem como você pagar nada na Câmara Municipal e nem na Prefeitura sem nota de empenho”. argumentou.
Ele também atacou o vereador Sangue Bom (PDT), dizendo que foram acusações levianas. “Nunca fizemos nada de ilegal na Câmara Municipal de Itapecerica da Serra, pode procurar nos anais da Casa O que estamos fazendo de fato, é resolvendo judicialmente perante as denúncias levianas do nosso vereador, que aquilo ali foi uma leviandade que ele fez. Precisamos mostrar para a população o que realmente aconteceu. Você acha que eu ia me sujar por causa de quatro, cinco mil reais? De forma alguma”, declarou.

Despesas da Câmara Municpal declaradas para o TCESP, em 2012.
Despesas da Câmara Municpal declaradas para o TCESP, em 2012.
Procurado pela reportagem, a agência confirmou a viagem e recebeu por isso no dia 06 de dezembro. E que faz isso regularmente. Todas as despesas de viagem com transporte aéreo e hospedagens, a Câmara pagou para essa agência. O ex-prefeito Jorge Costa não foi encontrado para falar sobre o caso. O vereador Sangue Bom disse que quer explicações e o presidente da Casa, Alex Pires (PSDB) disse que enviou a cópia do cheque para o Ministério Público e não confirmou a versão de Chuvisco. “Eu não posso dizer que existem, ou não existem as notas de empenho. O caso está sendo apurado pela auditoria. Muitos documentos foram maquiados e extraviados pelos ex-servidores apontados como autores da fraude contábil”, disse o presidente por telefone.

Durante o uso da tribuna, na primeira sessão da Câmara Municipal de Itapecerica da Serra, em 03 de fevereiro, o vereador Sangue Bom mostrou a cópia de um cheque emitido no dia 28 de dezembro de 2012, no valor de cerca R$ 4.923.000,00, assinado pelo atual prefeito Amarildo (Chuvisco) Gonçalves que na época era vereador e presidente de câmara para sua esposa Maristela Saback Gonçalves sem explicações. Ninguém soube dizer por que Chuvisco teria emitido o cheque no apagar das luzes, no dia 28 de dezembro e 2012, sexta-feira, último dia útil do ano. O curioso que foi no mesmo ano da eleição. O cheque foi compensado na conta poupança de sua esposa no dia 14 de janeiro de 2013.

Os vereadores da Câmara Municipal de Itapecerica da Serra investigam o rombo de mais de R$ dois milhões que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo – TCE apontou no relatório anual de 2013.
Foi instaurado uma Comissão Especial de Inquérito – CEI para apurar o roubo na Câmara.

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