CEI vazia e sem força vereadores se arrastam na Câmara

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Com uma confusão entre testemunha e investigado, Eduardo Lopes tentou arrancar uma coercitiva para Aprígio na Justiça, mas se deu mal

 A oitava reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada para investigar possíveis irregularidades da área de desdobro da Cooperativa Vida Nova foi realizada, mais uma vez sem a participação popular e sem as testemunhas convidadas para prestar depoimentos.  Foto: Ana Rodrigues/Hoje
A oitava reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada para investigar possíveis irregularidades da área de desdobro da Cooperativa Vida Nova foi realizada, mais uma vez sem a participação popular e sem as testemunhas convidadas para prestar depoimentos.
Foto: Ana Rodrigues/Hoje
Na noite de segunda-feira, 27, a oitava reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada para investigar possíveis irregularidades da área de desdobro da Cooperativa Vida Nova foi realizada, mais uma vez sem a participação popular e sem as testemunhas convidadas para prestar depoimentos, vereadores se arrastam pelos corredores da Câmara. Sem conclusões lógicas e com erros de data, os membros vão conduzindo a Comissão a trancos e barrancos.

Diante da decisão judicial quem permite que Aprígio não vá depor, o presidente da CEI, Eduardo Lopes (PSDB), durante entrevista coletiva, disse que Aprígio como qualquer cidadão tem o direito de ampla defesa e que a não vinda do Aprígio não vai mudar os trabalhos da Comissão.

Foi deliberado para a próxima quinta-feira, 30, às 15h, a manutenção da convocação do diretor da Cooperativa Vida Nova Hélio Tristão, da ex-secretária de Habitação Angela Amaral e também as novas oitivas de Marcio Alfredo Ferreira que exerceu o cargo de diretor de regularização e de Natali Odacir Favero, diretor de aprovação.
Representando Aprígio, o advogado José Vanderlei dos Santos cobrou respostas de requerimentos e questionamentos feitos à Comissão que não foram entregues.

Em entrevista coletiva, Dr. Vanderlei afirmou que a CEI não existe oficialmente e que por isso o seu cliente, o presidente da Cooperativa, José Aprígio, não compareceu e não vai comparecer. Detalhando os erros técnicos cometidos pela Casa de Leis o advogado apresentou diversos argumentos que disse estar sendo analisado juridicamente.

Já sobre a decisão da Justiça de revogar a intimação coercitiva de Aprígio, Dr. Vanderlei foi enfático ao dizer que a Câmara induziu o judiciário ao erro. “O ofício ambíguo permitiu que a juíza tivesse duas conclusões diferentes em poucas horas, a Comissão não explicou a condição real do Sr. Aprígio, Aprígio não é a Cooperativa. De acordo com a lei 1579 de 1952 apenas testemunhas podem ser conduzidas coercitivamente e Aprígio está sendo tratado pela comissão como investigado”, explicou.

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