Caos na saúde faz duas mil pessoas irem às ruas protestar contra o prefeito Fernando Fernandes e pedir o seu afastamento

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Com faixas, cartazes, bonecos, caixões cobrando explicações de mortes suspeitas no Antena e na UPA e até uma seringa gigante simbolizando a denúncia das seringas reutilizadas, a manifestação denominada “Marcha pela Recuperação de Taboão” encheu a avenida Cid Nelson Jordano, no Jd. Salete

A avenida Cid Nelson Jordano foi tomada por duas mil pessoas no protesto contra o prefeito Fernando Fernandes no domingo, 06
A avenida Cid Nelson Jordano foi tomada por duas mil pessoas no protesto contra o prefeito Fernando Fernandes no domingo, 06
A população de Taboão da Serra foi mais uma vez às ruas protestar contra a administração do prefeito Fernando Fernandes (PSDB) pelo caos instalado na saúde pública da cidade e também cobrar a implantação do Bilhete Único no transporte coletivo. O protesto denominado “Marcha pela Recuperação de Taboão” foi realizado na manhã de domingo, 06, na avenida Cid Nelson Jordano, Jd. Salete e reuniu segundo os organizadores, duas mil pessoas. A marcha contou com a participação dos vereadores Luzia Aprígio (PSB) e Professor Moreira (PT) além do ex-vereador José Aprígio (PSD).

A manifestação foi organizada pelo Movimento Reaja Taboão, Movimento Sem Terra (MST), Movimento de Moradia Família Feliz, Movimento das Mulheres Negras de Taboão da Serra e vários grupos das redes sociais. Os populares carregaram diversas faixas e cartazes reivindicando melhorias na saúde e no transporte público. Bonecos, caixões simbolizando as mortes suspeitas de negligências médicas ocorridas na UPA e no PS Akira Tada e seringas gigantes que faziam alusão à denúncia de reutilização de seringas veiculadas pela imprensa nacional também foram utilizados durante o protesto.

Em entrevista ao Jornal Hoje, líderes de movimentos e populares demonstraram insatisfação e cobram propostas que ainda não foram cumpridas pelo prefeito. O ex-vereador e líder do MST, Paulo Félix (PMDB) criticou Fernando Fernandes que não honrou com as promessas feitas ao movimento de moradia e aos moradores do Jd. Salete. “Nós tivemos hoje a comemoração de uma conquista que é a implantação do Condomínio Chico Mendes que vai ser aqui no Jd. Salete. Então fizemos uma grande comemoração e também de luta porque viemos cobrar os compromissos que o prefeito assumiu com a região, com o nosso movimento e não cumpriu até agora como a construção de creches, posto de saúde, construção de escolas que o terreno está lá abandonado há três anos, bilhete único que ele prometeu, transporte melhor para Pinheiros e para o Metrô, os hospitais viraram um açougue, nossa saúde realmente está na UTI. Vamos para rua até que o prefeito cumpre suas promessas ou o povo tire ele de lá com o voto popular. Se necessário vamos fechar mais uma vez a BR 116”, anunciou.

Representando os movimentos de moradia popular Bem Viver e Família Feliz, Gerusael Santos Ribeiro afirmou que o prefeito não está preocupado com a questão de moradia em Taboão da Serra. “Acredito que a manifestação vai alertar a população que ela tem que reivindicar os seus direitos e tem por obrigação mudar porque o voto é a grande arma da população”, disse.

Os representantes do Reaja Taboão, Eduardo Rijo e Claunir Alves disseram que a marcha teve como objetivo cobrar os dias melhores que até hoje não chegaram, questionando o slogan da campanha do prefeito Fernando Fernandes. “A demonstração hoje foi à insatisfação da população e questão principal é a saúde. A população está insatisfeita e não aceita a forma de gestão da atual administração e isso podemos comprovar junto com as pessoas que fizeram um coro junto com o Reaja e outros movimentos sociais nesta reivindicação e cobrança das propostas do Fernando Fernandes que até hoje não foram cumpridas. Por tudo isso, pedimos a saída dele do comando da cidade”.
Rijo disse que o movimento resolveu fazer um percurso curto e com duração de menos de uma hora para evitar transtornos no trânsito local. “Fizemos hoje um percurso curto porque é um domingo, as pessoas têm que ir ao mercado, feira e não quisemos causar transtornos a população que já se sente prejudicada pela Administração. Esse não é um movimento político e sim das pessoas, dos moradores de Taboão que dependem dos serviços precários”, enfatizou.

Claunir Alves também do movimento Reaja Taboão informou que estão previstas outras manifestações pela cidade. “Vamos fazer os atos polarizando a cidade e atingindo bairro a bairro. A administração tem que ter mais carinho com a população e o Reaja veio para ser a voz da população. Eu gostaria de não ter mais crítica a saúde, mas infelizmente este é o ponto mais crítico. Se não investe em saúde tudo fica prejudicado, tem uma série de fatores que deixa a saúde em Taboão um caos. Quem sabe assim o governo acorda e atende o clamor da população”, desabafou.
A operadora de caixa Katia Vasconcelos, conhecida como Keity, moradora do Jd. Monte Alegre e integrante do MST disse que a manifestação foi positiva e relatou ter desistido de ser atendida na rede de saúde pública de Taboão . “Hoje a manifestação foi espetacular, pois eu não consigo usar a rede saúde em Taboão, não consigo remédio. Agora resolvi passar no AME na Elizeu em São Paulo, desisti de ser atendida na cidade”, contou.

Para o ex-vereador Aprígio a manifestação faz parte da democracia e deve ser respeitada pelos governantes. “Hoje a cidade está dando o seu recado. O político que não cumprir o seu programa de governo e faltar com a verdade, está sendo cobrado publicamente e com certeza esse povo vai se lembrar disto no futuro. Espero que os governantes da nossa cidade repensem suas decisões e administrar a cidade com o povo. É assim que tem que ser. O povo governando com o seu escolhido”, enfatizou Aprígio.

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