Avenida Vida Nova pode ser fechada pela prefeitura

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Prefeito pediu o fechamento da avenida em processo contra a Cooperativa

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Cópias retiradas do processo que tramita na Justiça
Cópias retiradas do processo que tramita na Justiça

O prefeito Fernando Fernandes (PSDB) pediu a anulação do decreto que autoriza a desapropriação da avenida Vida Nova, importante via de acesso ao bairro do Maria Rosa. A via também serve como alternativa para o trânsito na rodovia Régis Bittencourt. Para ele, a via está irregular e terá que ser fechada. Esse pedido faz parte de um processo que a prefeitura de Taboão da Serra move contra a Cooperativa Habitacional Vida Nova que pode prejudicar centenas de moradores daquela região.

A anulação da Avenida Vida Nova, também é objeto de investigação na Comissão Especial de Inquérito – CEI, instalada pelos vereadores na Câmara Municipal, em abril desse ano. Para a prefeitura “a finalidade social citada no Decreto Municipal 82/2008 não existe, pois desapropriação por interesse social é aquela que se decreta para promover a justa distribuição da propriedade ou condicionar seu uso ao bem-estar social (Lei 3.132/62, art. 1º)”, diz o procurador da prefeitura.

Para José do Patrocino, morador do bairro do Maria Rosa a avenida tem sim o interesse social. “Eu uso a avenida quase que diariamente, como não é de interesse público?”, questionou ao ser perguntado pela reportagem.

A prefeitura faz o imbróglio jurídico e os vereadores atuam de forma visceral na CEI. Para o presidente da Cooperativa, José Aprígio a tática da prefeitura é a perseguição ao seu nome por conta do pleito eleitoral. “Como já disse antes, tudo isso não passa de uma perseguição suja. Eles sabem que o trabalho que desenvolvemos na cidade de Taboão da Serra ganhou muita notoriedade tanto na cidade, como em outros Estados e até em outros países.

Trabalhamos sempre seguindo a legislação, todos os projetos que implantamos aqui na cidade foram devidamente aprovados pelos órgãos competentes como a GRAPHOHAB – Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo, órgão do governo do Estado extremamente rigoroso”, garantiu Aprígio por telefone.

Rebatendo as acusações feitas pelos vereadores da base do prefeito Fernando Fernandes (PSDB), Aprígio considera que eles estão desesperados e por isso tentam atacar sua imagem. “O desespero do prefeito Fernando Fernandes e de sua base aliada já começou e eu acredito que isso vai aumentar com a proximidade das eleições. Não há como negar, vejam os jornais que dão sustentação ao governo que estampam toda semana notícias contra mim”, disse.

A avenida já foi objeto de perseguição do prefeito, em outubro de 2015, o prefeito proibiu o estacionamento na via sem prévio aviso. A proibição favorecia uma escola, populares e funcionários da Cooperativa protestaram e o prefeito recuou. Ainda no mesmo ano, foi instalado um radar que causou ira nos moradores do bairro.

Fernando Fernandes já fechou alguns equipamentos públicos como o Pronto Socorro Akira Tada, a Unidade Básica do Jardim Helena, a Farmácia Popular, a Praça Luiz Gonzaga, o Liceu de artes; além de várias empresas que foram embora da cidade por falta de incentivos fiscais.

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