Audiência Pública para debater alterações do Plano Diretor é realizada na Câmara

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Plenário ficou lotado com a presença de Associações e Movimentos de Moradias que aguardam a primeira votação do Plano Diretor ainda na sessão desta terça

Audiência Pública sobre o Plano Diretor realizada pelo Poder Legislativo de Taboão da Serra na tarde desta terça-feira, 05
Audiência Pública sobre o Plano Diretor realizada pelo Poder Legislativo de Taboão da Serra na tarde desta terça-feira, 05
O plenário da Câmara Municipal de Taboão da Serra ficou lotado no final da tarde de terça-feira, 05, com a participação do Movimento Sem Terra – MST de Taboão da Serra, Associação Habitacional Bem Viver e Associação Família Feliz, na Audiência Pública convocada pelo Poder Legislativo para debater as alterações do Plano Diretor que terá a primeira votação na sessão ordinária, ainda esta noite.

O impasse sobre limitar as construções de moradias populares apenas em áreas de Interesse Social foi resolvido com o recuo do prefeito Fernando Fernandes (PSDB), que retirou os artigos que propunham essa alteração que eram a mudança de zoneamento e a exclusão dos movimentos em áreas mistas. Mais de 25 alterações nos artigos do Plano Diretor serão votadas.

Estavam presentes vários representantes e líderes dos movimentos, conselheiros municipais, o presidente da Câmara, vereador José Aparecido Alves, Cido da Yafarma (DEM), vereador Eduardo Nóbrega (PR), Professor Moreira (PT) e vereadora Joice Silva (PTB).

O líder do governo, vereador Eduardo Nóbrega ressaltou novamente o recuo do prefeito em duas alterações que eram prejudiciais aos projetos de moradias popular.

Moreira ressaltou que todas as alterações propostas precisam ser analisadas criteriosamente. “Não tivemos tempo de ler os 25 dispositivos de alterações que estão sendo propostos, mas na votação teremos o tempo necessário para ler e analisar com muito cuidado”, ressaltou.

O líder do MST, o ex-vereador Paulo Félix saudou a realização da Audiência Pública convocada pelo Câmara Municipal, mas nos bastidores disse que o projeto cheogu hoje na casa de lei e que não conseguiu uma cópia, por isso o movimento vai acompanhar cada detalhe da votação para não prejudicar os movimentos. “Essa Audiência que nasce sobre o signo da paz. Já tivemos guerra. Aqui nos sentimos em casa. Espero que no final dessa noite possamos comemorar mais um tijolinho nessa construção. E nossa luta continua, e teremos outras marchas como lutar pela saúde de nossa cidade. O povo quando sonha junto, constrói coisas impossíveis”, discursou.

Teresinha da Silva Januário, representante da Associação de Moradia Bem Viver, relembrou tempos de repressão sofridos pelos movimentos de moradias na cidade. “Estamos aqui unidos por uma só tarefa. Temos mesmo que agradecer esse momento de democracia e de diálogo. Espero que isso continue acontecendo. Áreas de moradias populares não podem ser fechadas, o povo pode morar aonde quiser, não pode limitar, nunca vamos aceitar. Acredito que vamos avançar, estou tranquila e esperançosa com a votação de hoje”, disse.

Lucélia Santos de Lima da Associação Moradia Família Feliz também usou a tribuna para defender o movimento. “Nós somos só uma parte de um povo que não tem casa, que não quer pagar mais aluguel caro. Só buscamos alegria.
A advogada Júlia Collet, Conselho do Municipal de Desenvolvimento Urbano, criticou os impactos de empreendidos na região central. “O impacto que essas construções no centro de Taboão, será igual a “Aprijolância” e não se anda mais na rua. Está na hora de pensar de qual a cidade que quero para daqui há 10 anos? Já se passaram nove anos do Plano Diretor de 2006, será que temos que pensar só em mudanças pontuais ou temos que refazer esse plano? , argumentou.

O presidente da Câmara, vereador Cido da Yafarma encerrou a Audiência falando que a votação será feita de forma transparente e destacou que a urgência de aprovação é para viabilizar rápido o projeto habitacional do Jardim Salete.

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