Aprígio em coletiva diz que CEI contra Cooperativa é ilegítima

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“É uma CEI viciada, política e é simplesmente uma perseguição contra a Cooperativa”, afirmou Aprígio aos jornalistas

Por Renata Gomes

Aprígio reuniu cópias de documentos e projetos para fundamentar tese de perseguição política.  Foto: Ana Rodrigues/Hoje
Aprígio reuniu cópias de documentos e projetos para fundamentar tese de perseguição política.
Foto: Ana Rodrigues/Hoje

O presidente da Cooperativa, José Aprígio da Silva e os diretores da Cooperativa Vida Nova realizaram na tarde de quarta-feira, 08, uma coletiva de imprensa. Aprígio explicou aos jornalistas que não ia comparecer à Câmara de Taboão da Serra na reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga supostas irregularidades nos desdobros de área na Cooperativa porque os vereadores não tem legitimidade para conduzir a investigação. Ele ainda acusou que a ação dos vereadores aliados ao prefeito Fernando Fernandes é pura perseguição política. “É uma CEI viciada, política e é simplesmente uma perseguição contra a Cooperativa”, afirmou e ainda complementou dizendo que três dos cinco vereadores que integram a Comissão têm problemas jurídicos com ele. “São meus inimigos políticos, ou até pessoal, como vocês preferirem. Não posso ser investigado por essas pessoas”, contestou. Aprígio afirmou que nenhuma irregularidade foi cometida pela Cooperativa.

Como já publicado anteriormente pelo Jornal Hoje, Aprígio relembrou as situações de chantagem e tentativas de extorsão sofridas por ele nos períodos próximos ao pleito eleitoral. Ele também fez um desafio dos jornalistas perguntarem ao presidente da CEI, vereador Eduardo Lopes, o que ele ia fazer na Cooperativa nas diversas vezes que esteve lá. Lopes fugiu da imprensa após a reunião do dia 08, e na segunda-feira, 13, disse aos jornalistas que tem muitos conhecidos e amigos na Cooperativa, mas não respondeu se esteve ou não na sala do presidente da Cooperativa.
Aprígio e a Dra. Marilene Trapel também criticaram o atual prefeito Fernando Fernandes pelas mazelas em diversas áreas na cidade e também ficou implícito de que o chefe do executivo está manipulando as ações dos vereadores contra a Cooperativa com o objetivo de denegrir a imagem de Aprígio que hoje é um dos principais adversários apresentados na corrida pré-eleitoral pela mídia local.

Cópia dos processos de 2004 e 2007 exibidos pela diretoria da Cooperativa Vida Nova durante a coletiva de imprensa
Cópia dos processos de 2004 e 2007 exibidos pela diretoria da Cooperativa Vida Nova durante a coletiva de imprensa

Projetos iguais: 2004 (governo Fernando) e 2006 (Governo Evilásio)
Aprígio entregou aos jornalistas documentos; entre eles, destacou a aprovação de desdobro de 2004, na época da gestão do Prefeito Fernando Fernandes. “Eles me acusam de algo que eles mesmos aprovaram em 2004? Os dois processos são iguais”, justificou apresentando o projeto também aprovado em 2006 pelo ex-prefeito Evilásio Farias complementando que para ele estava caracterizado a perseguição política.

Aprígio e a diretora Dra. Marilene Trapel afirmaram que a Cooperativa não cometeu irregularidades e que a Prefeitura de Taboão e nem outra gestão municipal tem a capacidade de aprovar um projeto desse portes sozinha. “ Todos os projetos foram aprovados pelo Estado através da Graprohab (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo), Cetesp, Eletropaulo, entre outras”, destacou

Cooperativa desmente Prefeitura
A diretora Dra. Marilene Trapel disse que a prefeitura mente e persegue politicamente a Cooperativa quando divulga que não foram deixadas áreas verdes. “Existe destino de 20% de área verde e tem áreas que foram até 31%”. Somos reconhecidos por ser a Cooperativa que mais deixa área verde e não é nós que dizemos isso e sim os órgãos responsáveis. Porque esconder isso? Indagou.

Falso testemunho do secretário jurídico da Prefeitura na CEI
Durante a coletiva, Aprígio e Dra. Marilene também afirmaram que o secretário Joel Ney de Sanctis, que prestou depoimento na CEI como testemunha faltou com verdade pois ele era o gestor da pasta em 2004 e aprovou o projeto similar ao de 2006 e por isso induziu a Câmara ao erro. “ Faltou com a verdade por conveniência política. Esse tipo de delito pode levar a prisão ou pagamento de multa”, disse Aprígio afirmando que a Cooperativa vai representar o secretário por falso testemunho.

Documentos adulterados
Além do ofício de convocação para depoimento da CEI estar com data errada (1º de junho) os advogado da Cooperativa afirmaram que documentos foram adulterados. As oitivas realizadas com os secretários do prefeito Fernando Fernandes também não estavam anexadas no processo. “Eles querem investigar o que? Eles têm que seguir o rito do Código Penal”, disse.

Eleições 2016
Finalizando a coletiva, Aprígio garantiu que é pré-candidato a prefeito de Taboão e que não vai tolerar nem ameaças e nem extorsões.

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