Acervo: E o salário, ó!…

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Acervo – Hoje online | Publicado originalmente em 10.mai.2005

O funcionalismo de Taboão da Serra entrará nesta semana de 9 a 13 de maio, em seu período de luto, contra a falta de um acordo com a Administração para o reajuste salarial da categoria que completará, em maio, 7 anos e 2 meses sem aumento.

A última vez que os números dos salários dos servidores evoluíram nos holerites foi em março de 1997, com um resíduo de reajuste na casa dos 15%. De lá para cá, nem é preciso saturar a leitura da população com os índices de aumentos nas tarifas públicas. Tudo subiu, desde o abastecimento de água, energia, impostos, passando pela telefonia, preços de combustíveis, passagens de ônibus, preço do gás de cozinha, etc. Sem contar nas taxas criadas para aliviar o peso da Lei de Responsabilidade Fiscal das costas dos administradores públicos.

Os governantes aprenderam com a burguesia que, quando a classe trabalhadora está em crise, e sem grande potencial mobilizador, é hora de arrochar ainda mais os salários, para auferir vantagens. Os burgueses acumulam mais lucros, e os administradores públicos ganham margem de manobra para atrair para seu rebanho eleitoral antigos desafetos.

A opinião pública taboanense aguarda ansiosa a lista dos funcionários contratados sem concurso pela atual administração.

Os informativos oficiais da Prefeitura continuam sem publicar a relação integral dos contemplados com cargos de confiança. Vez ou outra, esporadicamente, é veiculada timidamente uma portaria de nomeação qualquer, sem a seqüencia numérica a ser obedecida nos documentos públicos. E geralmente são atos de nomeação para salários não comprometedores.

A Imprensa Oficial do Município de Taboão da Serra veiculou, na sua quinta edição, não coincidentemente no Dia da Mentira (1º de Abril) o quadro de subsídios e remunerações de cargos da Prefeitura. Mas, numa manobra amadora, não fez a relação entre os números de referências e os salários a elas correspondentes (no funcionalismo usam-se números para indicar a faixa salarial dos servidores). É preciso uma verdadeira manobra para descobrir quanto recebe determinado funcionário livre-nomeado pelo prefeito (o que não se consegue sem comparar a referência de uma nomeação com outra de igual numeral). Feito isto, pode-se ver que, por exemplo um assistente da Ouvidoria em vias de implantação (referência 28 na tabela de vencimentos) ganhará mais que um supervisor de ensino (referência 27 = salário de R$ 1.578,53) ou um médico (referência 25 = R$ 1.415,03).

Qual é a importância que nossa auto-denominada impoluta gestão municipal dá aos serviços daqueles que têm o futuro e a saúde da cidade em suas mãos?

E como gosta (ou gostava) de dizer o ex-vereador Caboré (que chamou o dr. Evilásio de “dr. Pinóquio”): na contratação e remuneração de livre-nomeados “tem coisa errada e eu provo!”.

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