Acervo – A favor da verdade

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Acervo: Hoje online – Editorial | Publicado originalmente em 03.jul.2005  –

“A imprensa é a vista da nação. Acompanha o que lhe passa ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça”. A frase é de Rui Barbosa, que a revista Veja citou em seu editorial nesta semana. A revista relembra a importância da imprensa em episódios que culminaram com a queda de Fernando Collor de Melo, em 1992. Mostrou a corrupção dentro do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2000. E, agora estampa nas páginas da revista os bastidores de um governo completamente perdido e despreparado para governar.

É uma beleza ver como se desdobra a frase de Rui Barbosa esclarecendo a missão jornalística por excelência, a de fiscalizar o poder, independentemente de quem quer que tenha conquistado pelo voto direto e democrático para governar.

É essa missão que o Jornal Hoje em Notícias leva para o seu público leitor a cada edição, há dois anos.

A imprensa tem demonstrado em uma das maiores crises políticas da história do Brasil que com o crescimento tecnológico, a informação é a arma democrática. E a disputa dos meios de comunicação em manter a fidelidade e a agilidade para informar acirra ainda mais, e só sobrevive quem oferece a credibilidade do veículo de informação, mesmo aqueles que detêm acordos, ou melhor, simpatia por determinado partido político.

O Jornal Hoje não poderia deixar de informar os seus leitores sobre essa nova forma de vazão de dinheiro público. O jornal surgiu na região durante um período de transição de governo. A administração municipal de Fernando Fernandes amordaçava a imprensa local e impunha uma forma de ditadura editorial. Praticamente todos eram comprados com anúncios institucionais e aqueles que não rezavam na cartilha não tinham sequer informação para montar uma reportagem. Fernando Fernandes era blindado pelos seus assessores, restava, então entrevistá-lo na rua e com o gravador na garganta dele.

A fiscalização do poder municipal pela imprensa era dificultada, quando não completamente impedida.

Costuma-se ouvir que: “a imprensa é parcial; que é preciso controlar a imprensa; a imprensa é irresponsável”. Essas frases sem efeitos, só servem para empulhar a opinião pública, mas não amedrontaram aqueles que querem fazer um jornalismo sério de credibilidade. Ao longo desses dois anos, o Jornal Hoje conseguiu o respeito, o carinho, a seriedade e o mais importante a credibilidade. Nosso legado não vai ficar maculado por esquemas sórdidos que visam impedir nossa cobertura extensa e aprofundada com reportagens investigativas que o jornal faz dos escândalos do governo municipal.

O Jornal Hoje parou a circulação neste mês de julho para preparar as mudanças que ocorrerão ao longo dessa nova jornada. Atingimos um público que hoje chega próximo dos três mil assinantes, é pouco, mas é o bastante para formar a opinião desses que são agentes de informação para a sua comunidade. O Jornal Hoje não é inimigo de certos políticos e partidos, mas também não é amigo de outros. O Jornal Hoje é a favor da verdade e contra os que malfazem, que sonegam, e os que roubam.

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